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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

UM ANO NOS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR


Pelo menos nestes últimos séculos, os humanos, comemoram em grande estilo cada ciclo que o planeta Terra completa em torno do Sol. Movimento que é predeterminado pelas leis da física e que graças a muitos cientistas que dedicaram sua vida à compreensão dos céus, hoje sabemos com uma precisão incrível que nosso planeta dá uma volta em torno do sol a cada 365 dias e 6 horas ou se você preferir a cada 365,25 rotações sobre seu eixo, façanha que é de muita comemoração no planeta todo.

Mas, como é um “ano novo” ou “virada de ano” em outros planetas do sistema solar? Para descobrir isso lhes convido a fazer uma viagem imaginaria pelos diferentes planetas do sistema solar como diria Carl Sagan, entremos em nossa nave da imaginação e vamos fazer um pequeno tour pelas nossas vizinhanças cósmicas, para ver o tempo que leva cada planeta para completar uma orbita em torno do sol.
Comecemos pelo planeta mais próximo do Sol, o pequeno denso Mercúrio. Neste mundo não seria possível comemorar a virada de ano igual que  na Terra, muito menos pode se pensar em tornar  feriado o primeiro dia do ano novo, pois aqui, mesmo que pareça bizarro a comemoração do ano novo seria a cada um dia e médio (dias mercurianos), devido ao fato de Mercúrio girar 3 vezes sobre seu eixo a cada 2 orbitas em torno do sol. Se morássemos em Mercúrio, as comemorações de final de ano seria uma coisa banal que aconteceria todos dos dias ou então talvez ninguém daria muita importância a esse evento tão apreciado na Terra.

No segundo planeta em relação ao Sol, é chamado Vênus. Este exótico planeta é o filho rebelde do Sol, porque além de realizar a rotação sobre seu eixo no sentido contrário aos outros planetas, também tem a rotação mais lenta de todos os planetas do Sistema Solar. Para comemorar o final de na neste planeta temos que esperar aproximadamente 1,9 dia venusiano. Aqui talvez ao igual que em Mercúrio, festas de réveillon seriam algo rotineiro e para a maioria passaria desapercebido.
Marte, o planeta mais conhecido pelos seres humanos, depois da Terra. É também este o planeta, que num futuro não muito distante se tornará o segundo lar para os humanos. Marte é o último dos planetas rochosos, no qual pode-se pode se caminhar com segurança, aqui os dias são parecidos com os da Terra, apenas 37 minutos mais demorados, embora um ano em Marte dure aproximadamente 23 messes Terrestres. Neste planeta deserto é gelado o réveillon não poderia ser usado para aquecer o comercio local ou para desfrutar do ferido da confraternização universal, pois teríamos que esperar um pouco mais de 660 dias marcianos dias isso.
Agora imagine que você fosse um hipotético morador do gigante Júpiter, aqui neste psicodélico planeta um dia dura o equivalente a 10 horas terrestres e um ano dura o equivalente a 11, 8 anos Terrestres ou para comemorar um ano jupiteriano teríamos que esperar um pouco mais de dez mil trezentos dias jupitarianos, você imagina o que isso significaria? Não, então vamos ver como seria a comemoração em Saturno.

Saturno, apelidado da joia do sistema solar pela sua imponente beleza vista aos telescópios. Mas, um dia por aqui também dura um pouco mais de 10 horas Terrestres, já o período da translação em torno do sol é de 29 anos e 167 dias Terrestres, imagino por um momento como deve ser entediante esperar a chegada de um ano novo em Saturno. Pois teríamos que esperar mais de 25 mil dias saturnianos para nossa festa de réveillon.

Urano, este é o sétimo planeta a partir do Sol. Este mundo está a uma distância média do Sol de aproximadamente 3 bilhões de quilômetros, por este motivo ele demora para completar uma volta ao redor do Sol a aproximadamente 84 anos terrestres, ou seja, se você tinha que chegar aqui neste planeta ainda criança para com um pouco de sorte pode comemorar um réveillon uraniano, já um dia em Urano equivale a 17 horas Terrestres. Em outras palavras se você for um morador deste planeta tem que esperar aproximadamente 43 mil e 300 dias uranianos, aqui que definitivamente não é um bom lugar para curtir o feriado de confraternização universal, ou quem sabe seja bem comemorado pois no máximo você com muita sorte teria só uma chance de para esta comemoração.

 Uma vez comemorado um ano em urano é hora de Partir para Netuno, o oitavo planeta em relação ao Sol, por aqui um dia dura aproximadamente 16 horas terrestres e se com sorte a estimativa de tempo vida por lá ser melhor que na Terra, esperaremos pacientemente 165 anos terrestres para poder dizer um Feliz ano novo netuniano, pois teríamos que passar mais de 90 mil e 300 dias netunianos à espera de um ano. Para você ter uma ideia em 2011, Netuno completou sua primeira órbita desde sua descoberta em 1846.  

Mas, no pequeno e frio Plutão um ano é equivalente a 250 anos, se este planeta fosse habitado por alguma civilização  e o tempo de vida para um indivíduo fossem iguais ao da Terra, seriam muito poucas as probabilidades desse sujeito estar vivo na época em que esteja-se comemorando um réveillon, acredito que por aqui dariam muito valor a este evento, mas isso, ainda não é nada se comparado ao provável plante IX, descoberto teoricamente alguns messes atrás, pois um ano por lá equivaleria a algo entre 15 mil e 20 mil anos terrestres. Mas, calma para eu e você que gostamos desses feriados ainda existe uma chance melhor, nesta última década foram descobertos centenas de planetas extra-solares, muitos deles têm um ano com duração a poucos dias terrestres, como por exemplo, o Kepler-20e localizado a uns 1000 anos-luz de distância, nesse planeta um ano dura em torno de 6 dias terrestres, o feriado da confraternização universal seria o equivalente a um domingo ou qualquer outro feriado.

Em fim, só quero desejar um Feliz 2017, muita saudade, paz e muito conhecimento sobre o universo.

(OBS: o cálculo dos dias nos planetas foi feito levando em consideração aproximações grosseiras)


  

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

ÁTOMOS QUE NÃO VOLTAM MAIS

Infográfico que ilustra de forma didática a localização do cinturão de Van Allen. Imagens fora de escala. Créditos: Internet

A camada mais externa da atmosfera é a exosfera, que se inicia a 480 km da superfície. Nessa altitude o ar é tão rarefeito que é raro seus átomos colidirem entre si como fazem centenas de milhões de vezes nas densidades existentes na superfície. Ao invés, seguem trajetórias balísticas, quais projeteis de artilharia, encurvando-se para cima e depois para baixo. Alguns deles orbitam ao redor da Terra e são verdadeiros satélites. Os mais rápidos, que receberam violentos impulsos de energia em consequências de colisões com outros, alcançam a velocidade de escape. Projetam-se da atmosfera para o espaço e jamais retornam para á Terra.
A maioria desses desertores são átomos de hidrogênio separados de moléculas de água pela fotodissociação. São em pequeno número. Cerca de meio quilo de átomos de hidrogênio escapam da Terra a cada segundo, cifra insignificante a escala geológica do tempo; a quase totalidade é de prótons, ou núcleos de átomos de hidrogênio, emitidos pelo sol.

A exosfera se exaure gradualmente, com seus átomos sempre escapando. Acima da base da exosfera estão os cinturões de Van Allen, anéis de prótons e elétrons em espiral, emitidos pelo sol e aprisionados pelo campo magnético terrestre. Foram descobertos pelos primeiros satélites artificiais e são considerados um perigo para vôos espaciais tripulados a certa altitude. Esses cinturões e o campo magnético da Terra se estendem até 64 000 km de altura; nessa região, as partículas carregadas do sol superam o débil campo magnético da Terra distante. É a magnetopausa, a última fronteira entre a Terra e o espaço interplanetário. 

Texto adaptado do Livro "Os Planetas" de Carl Sagan, 1968

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Somos Errantes




Fomos errantes desde o início. Conhecíamos a posição de todas as árvores num raio de duzentos quilômetros. Quando os frutos ou as castanhas amadureciam, lá estávamos nós. Seguíamos os rebanhos em suas migrações anuais, Dependíamos uns dos outros. Viver por conta própria era uma idéia tão absurda quanto fixar residência. Trabalhando juntos, protegíamos os filhos dos leões e das hienas. Ensinávamos a eles as habilidades de que iriam precisar. E as ferramentas. Naquela época, como agora, a tecnologia era a chave de nossa sobrevivência.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

"Para uma sonda é apenas um pouso, mas para a humanidade é um grande Salto"

Imagem do robô Philae, que vai coletar amostras do cometa 67P
Conceito artistico do módulo  Philae que pousou com sucesso  no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: ESA/Rosetta)



Hoje dia 12 de Novembro de 2014, para a maioria de seres humanos a vida segue seu curso normalmente, mas para nós que amamos a ciência e ficamos sempre ligados nos avanços na exploração do cosmos, sabemos que hoje é um dia mais que especial, pois a uma distancia de 450 milhões de quilometros da Terra, no meio da escuridão e do frio espaço interplanetario esta acontecendo um fato historico para a humanidade: O Pouso de um pequeno robô num cometa denominado  67P/Churyumov-Gerasimenko.


Imagem feita pela sonda Rosetta mostra o módulo de pouso Philae no caminho rumo ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (Foto: ESA/Rosetta)
Primeira imagem feita, apos a seraparação do módulo de pouso Philae  da sonda mae Rosetta (Foto: ESA/Rosetta)
Façanha que começou no ano 2004, quando a Sonda Rosetta da Agencia Espacial Europea saiu do porto da Terra  para se aventurar por oceanos pouco explorados com destino ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, numa viagem de um pouco mais de 10 anos. Este fato é um grande presente da ciência para a humanidade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

IO: A LUA INFERNAL


A nossa lua já foi fonte de inspiração para muitos poetas, escritores e casais apaixonados. No entanto, nos dias atuais ela é mais tema de discussão para teorias de conspiração e fraudes sobre  as visitas dos humanos no século passado que fonte de inspiração poetica, apesar de esteril e deserta nossa lua poderia ser considerada bela e tranquila como uma fiel companheira sempre perto da Terra. No entanto, existe uma lua no sistema solar que é bem diferente à nossa em todos os sentidos. O nome dela é Io.
Esta montagem de imagens de Júpiter e sua lua vulcânica Io, foi tirada pelas câmeras da  nave espacial New Horizons, em início de 2007. Crédito da imagem: NASA / Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory / Southwest Research Institute / Goddard Space Flight Center
Io é um satélite natural que orbita o planeta Júpiter. Esta lua é um pouco maior que a nossa e é, a quarta maior lua do Sistema Solar. Io pertence à familia conhecida como luas galileanas que orbita Júpiter, esta denominação é em homenagem ao cientista Galileu Galilei, por ter sido este o primeiro humano a observa-las. 

terça-feira, 28 de outubro de 2014

JÚPITER DESDE OUTRO ÂNGULO




Montando uma palestra sobre exploração espacial, encontrei esta imagem, muito cativante e não poderia deixar de compartilhar com vocês esta maravilha do Sistema Solar. Esta imagem mostra Júpiter visto de cima a partir de imagens feitas pela câmera de ângulo restrito a bordo da sonda Cassini da NASA em 11 e 12 de Dezembro de 2000, enquanto a sonda se encontrava próxima do planeta durante o seu sobrevoo pelo gigante gasoso. 

A Cassini estava em seu caminho para Saturno. Essas imagens representam os mapas coloridos globais mais detalhados de Júpiter já feitos. As menores feições visíveis tem aproximadamente 120 km de diâmetro. A imagem mostra uma variedade de feições coloridas das nuvens, incluindo bandas brancas e marrom-avermelhadas, regiões caóticas, vórtices ovais brancos e muitas outras feições. 

Muitas nuvens parecem em feixes e ondas devido ao contínuo estiramento e encurtamento gerado pelos ventos e pela turbulência de Júpiter. As feições cinzas azuladas ao longo da borda norte da banda brilhante central são pontos quentes equatoriais, sistemas meteorológicos como aqueles penetrados pela sonda Galileo da NASA. Pequenos pontos brilhantes dentro da faixa laranja a norte do equador são tempestades magnéticas com raios. As regiões polares são menos visíveis pois a Cassini as observava num ângulo e através de uma névoa atmosférica mais espessa, como o material esbranquiçado no mapa polar sul




sábado, 25 de outubro de 2014

Como surgiram as moléculas precursoras da vida?

A experiência de Stanley Miller. O aparelho é preenchido com uma atmosfera de metano, amônia e hidrogênio. Um balão de água simula um oceano primitivo (a água é aquecida por uma resistência, o que contribui para o enriquecimento da atmosfera com o vapor de água). Dois elétrodos, que são usados para produzir relâmpagos, fornecer energia ao sistema.
Nós seres humanos, parecemos bem diferentes de uma árvore. Sem dúvida, percebemos o mundo de uma maneira bem diferente de um vegetal. Mas no fundo, no íntimo molecular da vida, as árvores e nós somos essencialmente idênticos. Ambos utilizamos ácidos nucléicos na hereditariedade, bem como proteínas e enzimas para controlar a química de nossas células e mais importante ainda, ambos utilizamos precisamente o mesmo livro de código para transformar a informação do ácido nucléico em informação de proteína, como o fazem virtualmente todas as outras criaturas no planeta Terra.

A explicação comum desta unidade molecular é que somos todos — árvores e pessoas, o peixe diabo-marinho, o limo vegetal e os paramécios — descendentes de um único e comum instante da origem da vida no início da história em nosso planeta. Como surgiram então as moléculas importantes na Terra? Será que elas podem surgir facilmente em outros lugares do universo?

Carl Sagan Trabalhou arduamente no laboratório da Universidade de Cornell com a finalidade de responder estas perguntas. Ele e sua equipe uniram e separam os gases da Terra primitiva: hidrogênio, água, amônia, metano, sulfeto de hidrogênio, todos presentes, casualmente, no planeta Júpiter hoje e pelo Cosmos. As faíscas eletricas produzidas pelos elétrodos correspondem aos raios, também presentes na Terra antiga e no atual Júpiter.

A reação no recipiente é, de início, transparente: os gases precursores são inteiramente invisíveis, mas após dez minutos de faiscagem vemos um estranho pigmento marrom lentamente riscando os lados do recipiente. O interior gradualmente se torna opaco, coberto por um alcatrão marrom e escuro.

Se tivéssemos utilizando a luz ultravioleta — simulando o Sol inicial — os resultados teriam sido quase que os mesmos. O alcatrão é uma coleção extremamente rica de moléculas orgânicas complexas, incluindo as partes componentes de proteínas e ácidos nucléicos. A essência da vida parece poder ser facilmente montada.

Estas experiências foram feitas pela primeira vez no início dos anos 50 por Stanley Miller, então um aluno graduado do químico Harold Urey. Urey argumentava com insistência que a atmosfera inicial da Terra era rica em hidrogênio, como é na maior parte do Cosmos — que o hidrogênio tem escapado para o espaço proveniente da Terra, mas não do massivo Júpiter, e que a origem da vida se deu antes da perda do hidrogênio.

 Após Urey ter sugerido que estes gases escaparam, alguém perguntou a ele o que esperava obter da experiência. Urey replicou: "Beilstein". Beilstein é um maciço compêndio alemão de 28 volumes, listando todas as moléculas orgânicas conhecidas pelos químicos.


Utilizando somente os gases mais abundantes presentes no início da atmosfera da Terra e quase que qualquer fonte energética que rompa cadeias químicas, podemos produzir os blocos essenciais de construção da vida. Ate agora nenhum cientista misturou num laboratório alguns gases e viu algum tipo de ser vivo sair caminhando do laboratório, mas pelo menos sabemos que é provável dos blocos básicos da construção da vira aparecer pelo universo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

HÁ VIDA INTELIGENTE NA TERRA?




Imagine que você é um explorador alienígena entrando no Sistema Solar depois de uma longa viagem pela escuridão do espaço interestelar. Você examina de longe os planetas dessa estrela trivial – um bom número, alguns cinzentos, alguns azuis, alguns vermelhos, outros amarelos. Você está interessado em saber que tipo de mundos eles são, se nesses ambientes há vida e inteligência. Você não tem conhecimento prévio da Terra. Acabou de descobrir a sua existência. Vamos imaginar que exista uma ética galáctica: olhe, mas não toque. Você pode voar por esses mundos, pode girar ao redor deles, mas está rigorosamente proibido de pousar. Sob tais restrições, conseguiria descobrir como é o ambiente da Terra e se alguém nela vive?

À medida que se aproxima, sua primeira impressão de toda a Terra, são nuvens, calotas polares brancas, continentes marrons e uma substância azulada que cobre dois terços da superfície. Uma medição da temperatura revelaria que na maior parte do planeta esta por cima do congelamento da água e apenas nos pólos é inferior. Os espectrômetros de sua nave ainda revelam que o ar nesse mundo é um quinto de oxigênio. Isso sugeriria que exista vida? Mas essa vida só poderia ser apenas plantas fotossintéticas. Alem, do oxigênio, não há sugestão de um nível elevado de inteligência. Outro aspecto peculiar seria encontrar metano e oxigênio juntos na mesma atmosfera. O que significaria? A única explicação possível é que o metano provém de fontes como bactérias em pântanos, cultivo do arroz, queimadas, gás natural de poços de petróleo e flatulência bovina. Que a íntima atividade intestinal das vacas seja detectável do espaço interplanetário é um pouco desconcertante, especialmente quando tantas coisas que valorizamos não o são.

O Allen Telescope Array (ATA) é um "é formado por varias antenas pequenas, que interligadas eletromagneticamente da a eficacia de uma grande antena. Este radio telescópio utilizado pelo SETI Institute é projetado para ser altamente eficaz na procura por ondas de  de rádio as quais seriam sinais inteligência extraterrestre
A detecção do um tipo especial de onda de rádio que emana da Terra. Seria uma evidencia de vida inteligente. Embora,  muitos processos naturais são capazes de gerá-las. Pois, já encontramos emissões de rádio vindas de outros mundos aparentemente inabitados: geradas por elétrons presos nos fortes campos magnéticos de planetas, por movimentos caóticos na frente de choque que separa esses campos magnéticos do campo magnético interplanetário, e por raios. Isto, porém, é diferente: parte da transmissão de rádio vinda da Terra está numa freqüência central constante para cada transmissão, ao que ainda é acrescentando um sinal modulado (uma seqüência complexa de intervalos). Nenhum elétron em campos magnéticos, nenhum choque de ondas, nenhuma descarga de raio pode gerar algo parecido. A sua conclusão de que a transmissão de rádio se deve à existência de tecnologia sobre a Terra é válida, independentemente do que as intermitências significam: você não tem de decodificar a mensagem para estar seguro que é uma mensagem.
Imagem feita a bordo da estação espacial internacional mostra o mar Mediterrâneo, a peninsula do Sinai e o delta do rio Nilo
Assim, se saberia que pelo menos uma espécie sobre a Terra alcançou a tecnologia do rádio. Qual delas? Os que produzem metano? Aqueles geram oxigênio? Ou alguma outra espécie, mais sutil, seres que de outra forma não são detectáveis por uma nave espacial que se precipitasse por perto? Para buscar essa espécie tecnológica, você talvez queira examinar a Terra em graus de resolução cada vez mais precisos, à procura, se não dos próprios seres, pelo menos de seus artefatos.

Você primeiro empregaria um telescópio modesto com o qual apenas veria oceanos, desertos e Kilometros de montanhas, poucas crateras isso provaria que a Terra é geologicamente ativa. Mas, nenhum sinal de vida. No entanto, à medida que se olha com uma resolução mais alta pode ver que há também lugares estranhos rodeados de vegetação embora eles próprios não exibam plantas. Parecem borrões descoloridos sobre a paisagem. Isso seria mais uma evidencia de vida inteligente embora ainda não possa se chegar à conclusão de que tipos de seres são estes.
Já olhando com resolução muito elevada, descobre que existem  linhas retas que se entrecruzam dentro das cidades e as longas linhas retas que as ligam com outras cidades estão cheias de seres multicoloridos, aerodinâmicos, com alguns metros de comprimento, deslocando-se polidamente um atrás do outro num cortejo longo, lento e ordenado. Eles são muitos pacientes. Nos ângulos retos, uma corrente de seres detém para que outra corrente possa seguir adiante. À noite, eles acendem duas luzes brilhantes na frente para poderem ver o caminho. Alguns, uns poucos privilegiados, entram em casinhas ao final de um dia de trabalho e se recolhem à noite. A maioria não tem casa e dorme nas ruas. Por fim! Você detectou a fonte de toda a tecnologia, as formas de vida dominantes do planeta. As ruas das cidades e as estradas dos campos são evidentemente construídas para o seu proveito. Você poderia pensar que está realmente começando a compreender a vida sobre a Terra. E talvez tivesse razão.

Todas as observações que você fez até agora foram no lado do planeta em que é dia. Algo muito interessante é revelado quando olha para a Terra à noite: o planeta é iluminado. É possível reconhecer que as luzes traçam os contornos dos mesmos continentes vistos durante o dia; e muitas correspondem às cidades que você já indicou no mapa. As cidades estão concentradas perto dos litorais. Tendem a ser mais esparsas no interior dos continentes. Talvez os organismos dominantes precisem desesperadamente da água do mar (ou talvez os navios que cruzam os oceanos tenham sido no passado essencial para o comércio e emigração).

Parece-me tranqüilizador saber que do espaço você pode detectar tão facilmente miudezas da vida sobre a Terra – os hábitos gastrintestinais de ruminantes, enquanto uma parte tão grande de nossa arquitetura monumental, as nossas maiores obras de engenharia, o nosso empenho em cuidarmos uns dos outros são quase totalmente invisíveis. É uma espécie de parábola. A esta altura, sua expedição à Terra deve ser considerada extremamente bem-sucedida. Você caracterizou o ambiente, detectou a vida, descobriu manifestações de seres inteligentes e talvez até tenha identificado a espécie dominante, a que é impregnada de geometria euclidiana e retilinearidade. Desde o espaço seria muito difícil de saber ao certo se a Terra é habitada por vida inteligente ou simplesmente por seres que produzem descontroladamente gases que contaminam a sua atmosfera, o único sinal de que somos uma civilização inteligente, superior as bactérias ou plantas  seria apenas nossas transmissões de radio e não nossa arrogância, preconceito e egoísmo que é comum aqui na Terra achar que isso nos torna superiores um dos outros.

Texto adaptado do livro Pálido Ponto azul do astrônomo Carl Edward Sagan

Imagem do cometa Siding Spring e o planeta Marte

Imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, na qual aparecem o cometa Siding Spring e o Planeta Marte, no dia 19 de Outubro de 2014.Image Credit: NASA, ESA, PSI, JHU/APL, STScI/AURA

A partir de Observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA e dados de telescópios terrestres fornecidos pela Palomar Sky Survey Digital, foi possível produzir esta imagem na qual é visto o cometa Siding Spring e Marte. O cometa fez sua maior aproximação do planeta Marte no dia 19 de outubro de 2014, passando a mais ou menos 130 quilômetros de distância. Fazendo a comparação seria três vezes menos que a distância entre a Terra e a Lua. Nesta data o cometa e Marte encontravam-se a uma distância de 149 milhões de quilômetros da Terra.

 O planeta Marte e o cometa foram colocados nesta montagem para ilustrar a separação angular, ou a distância, entre o cometa e Marte. A separação é de cerca de 1,5 minutos de arco. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Como estão as Sondas que orbitam Marte, após a passagem do cometa Siding Spring?


Siding Spring Mars Spacecraft
Conceito artístico que mostra as sondas espacias se abrigando detras do planeta na hora da passagem do Cometa Siding Spring por Marte, com a finalidade de evitar possiveis danos causados pelas particulas deixadas pelo cometa. Crédito: NASA/JPL-Caltech



MAVEN
Artist Concept of NASA's Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN)
Artist Concept of NASA's Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN). Créditos: NASA
A mais nova sonda da NASA que encontra-se orbitando Marte,  tomou as devidas precauções para evitar danos causados ​​pela poeira deixa pelo cometa Siding Spring, ao passar pelas proximidades do planeta vermelho. A sonda MAVEN – (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) enviou um relatório de seu estado de volta à Terra o qual indica que a sonda não foi danificada, fato que deixou aos cientístas do projeto animados para começar os estudos da interação das partículas  deixada pelo cometa com a atmosfera de Marte



MARS RECONNAISSANCE ORBITER MISSION


Mars Reconnaissance Orbiter over Nilosyrtis
NASA's Mars Reconnaissance Orbiter passes above a portion of the planet called Nilosyrtis Mensae in this artist's concept illustration. CREDITO: NASA.

A sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, que é a sonda que enviou mais dados para à Terra que todas as outras missões juntas, também está fornecendo dados sobre a passagem do cometa por Marte.  O relatório enviando pela sonda incida que está em ótimas condições após se abrigar também detrás do planeta durante a passagem do cometa C / 2013 A1 Siding Spring. Esta sonda manteve as comunicações de rádio com a Terra durante todo a maior aproximação do cometa.
A sonda foi impecável durante todo o sobrevôo do cometa e Após o período crítico de fluxo de poeira, a sonda está se comunicando a 1,5 megabits por segundo com a Rede de Espaço Profundo da NASA.

MARS ODYSSEY


Odyssey over Mars' South Pole
NASA's Mars Odyssey spacecraft passes above Mars' south pole in this artist's concept illustration. The spacecraft has been orbiting Mars since October 24, 200. Credito: NASA.


A sonda espacial com o maior tempo de operação em Marte, saiu ilesa deste último desafio, segundo o relatório de sua saúde enviada para a Terra depois da passagem do cometa Siding Spring. Lembrando que esta sonda tinha realizado algumas manobras no dia 5 de agosto para ajustar sua orbita, afim de se proteger das partículas deixadas pelo cometa. 

Fonte: http://mars.nasa.gov/

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Uma "Selfie Espacial" da Sonda Rosetta.

Uma camera a bordo da sonda Rosetta, tirou uma "selfie" no qual mostra um panel solar com o cometa  67P/Churyumov–Gerasimenko em segundo plano. Crédito: ESA/ROSETTA/PHILAE/CIVA.

Neste mesa pequena sonda Philae usou o sistema de imagem CIVA (Comet Infrared and Visible Analyser) para nos presentear com esta belíssima foto da sonda Rosetta junto ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Esta “Selfie Espacial” foi feita foi em 7 de outubro de 2014, na imagem aparecem os paneis solares da Sonda Rosetta com o cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko no fundo, aproximadamente a uns 16 km de distância.

Na imagem, é claramente visível a região ativa "pescoço" do cometa, com fluxos de poeira e gás que se estendem para longe do cometa. O principal local de pouso, atualmente conhecido como "ponto J", também pode ser visto na pequena lóbulo do cometa.

Lançada em março de 2004, a Sonda Rosetta foi reativado em janeiro 2014 após um recorde de 957 dias em hibernação. A missão é composta por uma sonda e um modulo de pouso, os objetivos da sonda Rosetta desde que chegou à cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko no início deste mês foram para estudar o objeto celeste de perto, com detalhes sem precedentes e preparar-se para pousar uma sonda na superfície do cometa em novembro, e na sequência do desembarque, acompanhar as mudanças do cometa a medida que ela se aproxima do sol. 

Fonte: NASA