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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Reportagem do Jornal O Dia sobre o projeto de Olhos no céu de Teresina.

Entrevista com Edward Montenegro no jornl o Dia, sobre o projeto de olho no céu de Teresina. Créditos: Print do jornal o Dia,

 O jornal o dia publicou uma materia falando sobre o Projeto de olho no céu de Teresina, para quem não conheceu, o projeto “De Olho no Céu de Teresina”  foi um projeto de observação astronomica desenvolvido pela Graviton Scientific Society (GSS) em parceria com o IFPI-Teresina Central e Teresina Hacker Clube. Tem como principal objetivo despertar o interesse da comunidade acadêmica e do público em geral pela astronomia através de atividades de observações astronômicas. 

domingo, 15 de janeiro de 2017

QUEM SOMOS E PORQUE ESTAMOS AQUI?



Charles Darwin famoso pela sua teoria da Evolução das Espécies Através da Seleção Natural. Fato que mudou nossa visão da vida e de nossas origens 
Nos humanos, existimos na Terra a milhares de anos e quase todo esse tempo sem saber o que somos, e muito menos porque existimos. Nossa arrogância nos levou a outorgarmos qualidades especiais, fomos capazes de inventar nossas origens para se adequar a nossas pretensões, confortavelmente nos autodenominamos obra prima de um criador que nos fez a sua imagem e semelhança, pensávamos que éramos os únicos no universo com essas qualidades.
 Mas, nestes últimos séculos a ciência de certa forma nos deu um tapa na cara e nos mostrou como a verdade não se parece em nada do que almejamos, não temos nada de especial, as probabilidades de não ser os únicos seres com inteligência do universo vem aumentando cada dia. 
Mas, se não somos os únicos no universo, pelo menos nós somos os únicos seres que depois de morrer, vamos passar a viver uma vida eterna em algum outro lugar! Desde meu ponto de vista, essa é uma das pretensões mais egoístas de nossa espécie. No entanto, novamente um tapa na cara, pois até agora não existe nenhuma evidencia de que exista alguma parte em nos que sobreviva a nossa morte e ganhe a eternidade. 
Pelo contrário, em alguns bilhões de anos nem mesmo o nosso planeta sobrevivera à evolução do sol e muito menos alguma parte de nos. Talvez esse seja uns dos motivos para investir mais na exploração espacial, e na procura por outras civilizações no universo.


Modelo de um Homo erectus, provavelmente o primeiro ancestral humano a controlar o fogo. Crédito: Wikipedia.org


 
Muitos podem ficar decepcionados com o novo lugar que ocupamos no universo. No entanto, a verdade sobre o que somos e porque existimos é ainda mais inspiradora que a ficção, que as melhores obras de literatura já inventadas, mais romântica que as melhores poesias escritas pelos poetas de todos os tempos, como diria Richard Dawkins: a verdade é essa e apesar de saber a um bom tempo ainda me surpreendo a cada dia que passa. Somos o produto de matéria reciclada das cinzas deixadas por grandes estrelas, as quais morreram para nos poder existir, somos colônias de trilhões de átomos, os quais em experiências físicas e químicas praticadas pela natureza, ao acaso se configuraram de tal maneira que resultaram em nós.
Os seres humanos e todos os outros seres vivos estão aqui por que as condições ambientais da Terra são idôneas para sustentar a vida. No entanto, isso não é nenhuma garantia de que sejamos os únicos no universo.
Tudo o que existe em nos segue as leis descritas pela física e a química, somos maquinas de sobrevivência e que chegamos ao topo da cadeia orgânica na Terra por próprio mérito, com muito esforço e não fomos colocados aqui por alguém, como acreditou-se por muito tempo. E alentador o fato de que chegamos na posição que ocupamos hoje, forçados pela evolução, não existe na Terra outra espécie viva superior ou igual a nós, isso permite que almejemos um futuro mais promissor, para isso, basta aceitar que nossas habilidades e qualidades eram inferiores no passado, o que implica que serão melhores no futuro, porque embora a passos lentos a evolução não retrocede ou pelo menos não deve parar.

Conceito Artístico de uma estrela nos estágios finais de sua vida, fenômeno conhecido como supernova, segundo os modelos atuais da física e nesses instantes que se formar os átomos mais pesados que o ferro, muitos dos quais existem em nos.
Outra das implicações de ser criados a partir de material estelar, é que nossas chances de conhecer no futuro outras civilizações são muito significativas, pois estrelas existem por todo o universo e muitas delas podem ter planetas semelhantes ao nosso, com condições para sustentar a vida. Muitas coisas favoreceram nosso surgimento, por exemplo, a temperatura de nosso planeta, a composição química de nossa atmosfera, a distância da Terra ao sol, etc, mesmo que isso seja surpreendente, aconteceu aqui é pode acontecer em qualquer lugar do universo, porque não poderia haver milhares de planetas similares a Terra habitadas por seres vivos? Quem sabe mais inteligentes que os humanos, porque temos um receio de conhecer outras civilizações se desde um ponto da vista da física eles seriam nossos irmãos, pois, também seriam filhos das estrelas igual que nos.
Ainda existe muita coisa que não compreendemos sobre nós mesmos e sobre o universo do qual somos parte, mais num futuro isso diminuirá à medida que a ciência avance nas descobertas sobre nossas origens e sobre nossas vizinhanças cósmicas e um dia poderemos saber toda a verdade sobre o universo com detalhes como diz Brian Greene: Todos nós buscamos a verdade, cada qual à sua maneira, e todos esperamos um dia poder dizer que sabemos por que estamos aqui.

By Edward Montenegro


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

UM ANO NOS PLANETAS DO SISTEMA SOLAR


Pelo menos nestes últimos séculos, os humanos, comemoram em grande estilo cada ciclo que o planeta Terra completa em torno do Sol. Movimento que é predeterminado pelas leis da física e que graças a muitos cientistas que dedicaram sua vida à compreensão dos céus, hoje sabemos com uma precisão incrível que nosso planeta dá uma volta em torno do sol a cada 365 dias e 6 horas ou se você preferir a cada 365,25 rotações sobre seu eixo, façanha que é de muita comemoração no planeta todo.

Mas, como é um “ano novo” ou “virada de ano” em outros planetas do sistema solar? Para descobrir isso lhes convido a fazer uma viagem imaginaria pelos diferentes planetas do sistema solar como diria Carl Sagan, entremos em nossa nave da imaginação e vamos fazer um pequeno tour pelas nossas vizinhanças cósmicas, para ver o tempo que leva cada planeta para completar uma orbita em torno do sol.
Comecemos pelo planeta mais próximo do Sol, o pequeno denso Mercúrio. Neste mundo não seria possível comemorar a virada de ano igual que  na Terra, muito menos pode se pensar em tornar  feriado o primeiro dia do ano novo, pois aqui, mesmo que pareça bizarro a comemoração do ano novo seria a cada um dia e médio (dias mercurianos), devido ao fato de Mercúrio girar 3 vezes sobre seu eixo a cada 2 orbitas em torno do sol. Se morássemos em Mercúrio, as comemorações de final de ano seria uma coisa banal que aconteceria todos dos dias ou então talvez ninguém daria muita importância a esse evento tão apreciado na Terra.

No segundo planeta em relação ao Sol, é chamado Vênus. Este exótico planeta é o filho rebelde do Sol, porque além de realizar a rotação sobre seu eixo no sentido contrário aos outros planetas, também tem a rotação mais lenta de todos os planetas do Sistema Solar. Para comemorar o final de na neste planeta temos que esperar aproximadamente 1,9 dia venusiano. Aqui talvez ao igual que em Mercúrio, festas de réveillon seriam algo rotineiro e para a maioria passaria desapercebido.
Marte, o planeta mais conhecido pelos seres humanos, depois da Terra. É também este o planeta, que num futuro não muito distante se tornará o segundo lar para os humanos. Marte é o último dos planetas rochosos, no qual pode-se pode se caminhar com segurança, aqui os dias são parecidos com os da Terra, apenas 37 minutos mais demorados, embora um ano em Marte dure aproximadamente 23 messes Terrestres. Neste planeta deserto é gelado o réveillon não poderia ser usado para aquecer o comercio local ou para desfrutar do ferido da confraternização universal, pois teríamos que esperar um pouco mais de 660 dias marcianos dias isso.
Agora imagine que você fosse um hipotético morador do gigante Júpiter, aqui neste psicodélico planeta um dia dura o equivalente a 10 horas terrestres e um ano dura o equivalente a 11, 8 anos Terrestres ou para comemorar um ano jupiteriano teríamos que esperar um pouco mais de dez mil trezentos dias jupitarianos, você imagina o que isso significaria? Não, então vamos ver como seria a comemoração em Saturno.

Saturno, apelidado da joia do sistema solar pela sua imponente beleza vista aos telescópios. Mas, um dia por aqui também dura um pouco mais de 10 horas Terrestres, já o período da translação em torno do sol é de 29 anos e 167 dias Terrestres, imagino por um momento como deve ser entediante esperar a chegada de um ano novo em Saturno. Pois teríamos que esperar mais de 25 mil dias saturnianos para nossa festa de réveillon.

Urano, este é o sétimo planeta a partir do Sol. Este mundo está a uma distância média do Sol de aproximadamente 3 bilhões de quilômetros, por este motivo ele demora para completar uma volta ao redor do Sol a aproximadamente 84 anos terrestres, ou seja, se você tinha que chegar aqui neste planeta ainda criança para com um pouco de sorte pode comemorar um réveillon uraniano, já um dia em Urano equivale a 17 horas Terrestres. Em outras palavras se você for um morador deste planeta tem que esperar aproximadamente 43 mil e 300 dias uranianos, aqui que definitivamente não é um bom lugar para curtir o feriado de confraternização universal, ou quem sabe seja bem comemorado pois no máximo você com muita sorte teria só uma chance de para esta comemoração.

 Uma vez comemorado um ano em urano é hora de Partir para Netuno, o oitavo planeta em relação ao Sol, por aqui um dia dura aproximadamente 16 horas terrestres e se com sorte a estimativa de tempo vida por lá ser melhor que na Terra, esperaremos pacientemente 165 anos terrestres para poder dizer um Feliz ano novo netuniano, pois teríamos que passar mais de 90 mil e 300 dias netunianos à espera de um ano. Para você ter uma ideia em 2011, Netuno completou sua primeira órbita desde sua descoberta em 1846.  

Mas, no pequeno e frio Plutão um ano é equivalente a 250 anos, se este planeta fosse habitado por alguma civilização  e o tempo de vida para um indivíduo fossem iguais ao da Terra, seriam muito poucas as probabilidades desse sujeito estar vivo na época em que esteja-se comemorando um réveillon, acredito que por aqui dariam muito valor a este evento, mas isso, ainda não é nada se comparado ao provável plante IX, descoberto teoricamente alguns messes atrás, pois um ano por lá equivaleria a algo entre 15 mil e 20 mil anos terrestres. Mas, calma para eu e você que gostamos desses feriados ainda existe uma chance melhor, nesta última década foram descobertos centenas de planetas extra-solares, muitos deles têm um ano com duração a poucos dias terrestres, como por exemplo, o Kepler-20e localizado a uns 1000 anos-luz de distância, nesse planeta um ano dura em torno de 6 dias terrestres, o feriado da confraternização universal seria o equivalente a um domingo ou qualquer outro feriado.

Em fim, só quero desejar um Feliz 2017, muita saudade, paz e muito conhecimento sobre o universo.

(OBS: o cálculo dos dias nos planetas foi feito levando em consideração aproximações grosseiras)


  

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Porque o céu é azul?



As diferentes cores que vemos no céu, é resultado apenas das interações  da luz com a atmosfera. Absorção e reflexão dos diferentes comprimentos de onda do espectro da luz visível pelos átomos que formam o ar.
O azul de uma manhã de maio sem nuvens ou o vermelho e o laranja de um pôr-do-sol sobre o mar levaram os seres humanos ao deslumbramento, à poesia e à ciência. Não importa o lugar onde vivemos sobre a Terra, não importa qual seja a nossa língua, nossa condição econômica, religião, costumes ou política, temos um céu em comum.  A pesar que por causa da poluição vemos em alguns lugares céus marrons, ou cinzentos ainda é considerado como o céu como sendo de cor azul. Entretanto, há mundos com céus pretos e amarelos, talvez até mesmo verdes. A cor do céu caracteriza o mundo.

Os pássaros voam no azul, as nuvens estão ali suspensas, os seres humanos o admiram e com ele convivem, a luz do Sol e das estrelas esvoaça por ele. Mas o que é afinal? Onde termina? Qual o seu volume? De onde vem todo esse azul? Se é um lugar-comum para todos os seres humanos, se isso caracteriza o nosso mundo, certamente devemos saber alguma coisa sobre ele. O que é céu?