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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

O fim de um gigante: Radiotelescópio de Arecibo.

Radiotelescopio de Arecibo. Créditos: NSF

Na terça-feira 1º de dezembro estava apenas começando mais um dia, como eu costumo ficar acordado até tarde da madrugada, neste dia acordei próximo das 8h da manhã. Habitualmente antes de me levantar da cama, a primeira coisa que faço é dar uma olhada rápida nas redes sociais, neste dia a primeira coisa que vejo no feed é a postagem de um site internacional de notícias anunciando que o radiotelescópio de Arecibo acabara de chegar a seu fim, passei a mão nos olhos para ver se enxergava melhor, olhei de novo calmamente com a esperança de ser uma fake news, uma esperança perdida para quem já sabia que este histórico observatório, devido aos danos materiais sofridos meses atrás, estava condenado a seu fim, apenas esperando a sentença com a data de sua desativação controlada, mas a gravidade não esperou por isto, e tomou a frente de burocracias institucionais.

Agora, o então desativado observatório está localizado num município de Arecibo, em Porto Rico, por isso este observatório é mais conhecido por esse nome. Este observatório pertencia à Fundação Nacional da Ciência dos Estados Unidos (NSF), e era a única instalação do Centro Nacional de Astronomia e Ionosfera (NAIC), que é o nome formal do observatório, desde sua construção na década de 1960 até o ano 2011, foi administrado pela Universidade de Cornell. Depois passando sua administração para outras instituições. 

O radiotelescópio de Arecibo desde o término de sua construção em 1963 até julho de 2016, quando o Aperture Spherical Telescope (FAST) foi construído na China, possuía o título de maior do mundo. O FAST possui 500 metros de diâmetro, contra os 305 metros do radiotelescópio de Arecibo.

Além de ser fundamental em áreas de pesquisa como: radioastronomia, ciência atmosférica e astronomia de radar, este centro de observação já teve um grande espaço dentro da cultura popular, pois apareceu diversas vezes em produções de cinema, jogos e televisão, ganhando mais reconhecimento em 1999, quando começou a coletar dados para o projeto SETI @ home. Ele foi listado no Registro Nacional de Lugares Históricos dos EUA a partir de 2008. Ficou em lugar de destaque na lista semanal do Serviço Nacional de Parques dos EUA em 3 de outubro de 2008. O centro foi nomeado um marco do IEEE em 2001.

O Observatório Arecibo operava continuamente, 24 horas por dia, fornecendo tempo de observação, eletrônica, sistemas de computação, viagens e apoio logístico a cientistas de todo o mundo. A equipe era composta por cerca de 120 pessoas que trabalhavam em diferentes áreas, como cozinheiros, administradores, cientistas, engenheiros, trabalhadores de manutenção, técnicos e operadores do radiotelescópio, entre outras. Por exemplo, os cientistas dividiram seu tempo entre pesquisa científica e assistência a cientistas visitantes; engenheiros, especialistas em informática e técnicos projetavam e construíam novas instrumentações e as mantinham em operação; uma grande equipe de manutenção mantinha o radiotelescópio e a instrumentação associada, bem como o local em ótimas  condições, e os operadores do radiotelescópio tinham que organizar para poder manter o rito de observação de vinte e quatro horas por dia.

O uso do Observatório Arecibo sempre foi democrático e apenas pautado em interesses científicos e estava disponível em uma base igual e competitiva para todos os cientistas do mundo. O tempo de observação era concedido com base nas pesquisas mais promissoras, verificadas por um painel de árbitros independentes que revisavam as propostas enviadas ao Observatório por cientistas interessados. Todos os anos, cerca de 200 cientistas visitaram as instalações do Observatório para prosseguir seus projetos de pesquisa, e vários estudantes realizavam observações que levavam às suas dissertações de mestrado e doutorado.

As imagens mostram o colapso do telescópio do Observatório de Arecibo, ocorrido no dia 01 de dezembro do ano 2020. Créditos:
NAIC Arecibo Observatory/NSF, Ricardo Arduengo/AFP/Getty Imag

Este radiotelescópio foi um marco importante na ciência, porque examinou nossa atmosfera de alguns quilômetros a mil quilômetros, onde se conecta suavemente com o espaço interplanetário. Esta antena gigante podia ser usada tanto como radiotelescópio, quanto como radar, ou seja, servia para receber sinais, mas também para enviar. No modo RADAR estuda as propriedades de planetas, cometas e asteroides. Em nossa galáxia, ele detecta os pulsos fracos emitidos centenas de vezes por segundo dos pulsares. E das regiões mais longínquas do Universo, quasares e galáxias emitem ondas de rádio que chegam à Terra 100 milhões de anos mais tarde como sinais tão fracos que só podem ser detectados por um olho gigante como este.

Graças ao uso do radar planetário do Observatório foi possível a caracterização e refinamento orbital de objetos próximos da Terra. O Radiotelescópio de Arecibo ao longo de sua história já coletou dados sobre Mercúrio, Vênus, Satélites Jovianos, Anéis e Satélites de Saturno, numerosos asteroides e cometas. O Radiotelescópio do Observatório de Arecibo ofereceu vistas alternativas aos telescópios ópticos. Ele tinha a capacidade de detectar gás invisível e revelar áreas do espaço que podem ser obscurecidas com poeira cósmica.

Nestes últimos anos o recém-reformado e ampliado Centro de Ciência e Visitantes, o espaço de exposições modernizado e o auditório de última geração recebiam quase 100.000 visitantes por ano e apoiavam a educação STEM em todos os níveis, em Porto Rico e além. A seguir podemos listar alguns dos feitos científicos mais relevantes realizados neste observatório:

Muitas descobertas científicas foram feitas com o observatório. Em 7 de abril de 1964, logo após o início da operação, a equipe de Gordon Pettengill o usou para determinar que o período de rotação de Mercúrio não era de 88 dias, como se pensava anteriormente, mas apenas de 59 dias. A rotação não é travada por maré, mas a taxa é uma ressonância orbital com 2 órbitas para cada 3 rotações. No ano de 1968, o Radiotelescópio de Arecibo mediu o período de 33 ms do Pulsar do Caranguejo. Em 1974 o Radiotelescópio de Arecibo descobriu o primeiro pulsar binário da história. O Prêmio Nobel de Física de 1993 foi concedido a Russell Hulse e Joseph Taylor por seu trabalho com Arecibo no monitoramento de um pulsar binário, fornecendo um teste rigoroso da Teoria da Relatividade Geral de Einstein e a primeira evidência da existência de ondas gravitacionais.

No ano de 1981, produziu os primeiros mapas de RADAR da superfície de Vénus. Imagens ópticas mostram apenas a parte superior da espessa camada de nuvens. No ano seguinte, este gigante descobriu o primeiro pulsar com um período de milissegundo, o PSR 1937 + 21. Essa descoberta de uma segunda classe de pulsar levou à sugestão de que os pulsares podem girar acumulando massa de estrela companheira.

Em 1992, o Radiotelescópio de Arecibo descobriu gelo nos pólos norte e sul de Mercúrio. O gelo persiste em crateras sombreadas, apesar das altas temperaturas na superfície do planeta. Esta descoberta foi confirmada em 2014 pela sonda MESSENGER da NASA. Ainda em 1992 descobriu o primeiro exoplaneta da história. Em observações subsequentes, um sistema planetário inteiro foi encontrado ao redor do pulsar PSR 1257 + 12. Outras pesquisas realizadas foram sobre o clima espacial, sobretudo do vento solar. Os astrônomos usavam este centro de observação para estudar impressões digitais químicas para caracterizar a composição, movimento e uma infinidade de outras propriedades de diferentes objetos no Universo, incluindo galáxias próximas e distantes, estrelas, nebulosas gasosas, cometas geladas em nosso Sistema Solar, o meio interestelar de nossa própria galáxia e até atmosferas de exoplanetas. Assim como medir com precisão as distâncias das regiões formadoras de estrelas e estudar alguns dos objetos mais compactos, mas mais brilhantes do Universo.

Informações gerais: O prato principal de coleta tinha 305 m de diâmetro, construído dentro da depressão deixada por um buraco cársico. A superfície do prato era feita de 38.778 painéis de alumínio perfurados, cada um com cerca de 1 por 2 m, apoiados por uma malha de cabos de aço. O solo abaixo era acessível e suportava vegetação tolerante à sombra. Para apontar o dispositivo, o receptor era movido para interceptar sinais refletidos de diferentes direções pela superfície esférica do prato com raio de 270 m. Um espelho parabólico teria um astigmatismo variável quando o receptor estivesse fora do ponto focal, mas o erro de um espelho esférico é uniforme em todas as direções. O receptor estava numa plataforma de 900 toneladas suspensa a 150 m (que foi a estrutura que desabou no dia 1º de dezembro) acima do prato por 18 cabos que passam por três torres de concreto armado, uma com 111 m de altura e as outras duas com 81 m de altura, seus topos dos três estavam na mesma elevação.A plataforma possui uma pista rotativa em forma de arco de 93 m de comprimento, chamada braço azimutal , que carrega as antenas receptoras e refletores secundários e terciários.

Isso permitia que o telescópio observasse qualquer região do céu em um cone de quarenta graus de visibilidade sobre o zênite local, sua localização em Porto Rico , perto do Trópico do Norte, permitiu que Arecibo visualizasse os planetas no Sistema Solar na metade norte de sua órbita. O tempo de ida e volta para objetos além de Saturno é maior que o tempo de 2,6 horas em que o telescópio pode rastrear uma posição celeste, impedindo observações de radar de objetos mais distantes. As origens do observatório acompanhavam os esforços do final da década de 1950 para desenvolver as defesas de mísseis antibalísticos (ABM) como parte do recém-formado esforço-guarda-chuva do ABPA da ARPA , o Project Defender. Mesmo nesta fase inicial,  ficou claro que o uso de chamarizes de radar seria um problema sério a longas distâncias necessárias para o ataque bem-sucedido de uma ogiva, na ordem de 1.600 km.

Entre os muitos projetos do Defender, havia vários estudos baseados no conceito de que uma nova ogiva nuclear causaria assinaturas físicas únicas enquanto ainda estivesse na atmosfera superior. Sabia-se que objetos quentes e de alta velocidade causavam ionização da atmosfera que reflete ondas de radar , e parecia que a assinatura de uma ogiva seria diferente o suficiente de chamarizes para que um detector pudesse captá-la diretamente ou, alternativamente, fornecer informações adicionais que permitiria aos operadores focar um radar de rastreamento convencional no retorno único da ogiva.

Certamente este gigante deixará muitas saudades entre todos os cientistas e entusiastas da astronomia, um triste final para alguém que por mais de 50 anos serviu fielmente a seus propósitos e conseguiu dar tantos resultados para a ciência. Certamente nunca mais veremos em nossa região outra estrutura com essa magnitude, até mesmo porque novos métodos de observação por rádio estão sendo desenvolvidos e novos observatórios estão sendo construídos com antenas menores, mais econômicas e eficientes.

Fonte:

● CLERY, Daniel. Arecibo radio telescope to be decommissioned. 2020.

● COOKE, J. Seleções sobre a história do Observatório de Arecibo. 2016

● BRUNIER, Serge; LAGRANGE, Anne-Marie; CESARSKY, Catherine. Grandes

observatórios do mundo . Firefly Books, 2005.

● GULLAHORN, Gordan Edward; RANKIN, J. M. Pulsar timing results from Arecibo

Observatory. The Astronomical Journal, v. 83, p. 1219-1224, 1978.

● http://www.naic.edu/

sábado, 31 de outubro de 2020

A Graviton Scientific Society e a Astronomia em Teresina, PI - ROAGLL - OCT 2020

Em novembro de 2017 foi lançada o primeiro número da Revista do Observatório Astronômico Genival Leite Lima. Desde então tem uma edição mensal, no qual são preparados textos de divulgação da astronomia de diversos temas, com foco na observação do céu. O objetivo principal dessa publicação é manter mais uma fonte de apoio aos Clubes de Astronomia espalhados por Alagoas. Contudo, a revista também é útil para todos aqueles que de alguma forma se interessam por descobrir e aprender mais sobre a ciência do céu.

A partir da ROAGLL Nº 22, de outubro de 2020, o Prof. Edward Montenegro está colaborando com a escrita de textos e nesta edição ele relata sobre a Graviton Scientific Society - GSS de Teresina, Piauí. No qual na sua condição de socio ativo e sendo um do seus fundadores, o professor Me. Edward Montenegro,  fala sobre como foi criada a associação, quais seus objetivos e como são realizadas suas atividades de divulgação e de ensino de astronomia em Teresina e cidades proximas.







segunda-feira, 22 de julho de 2019

Entrevista sobre o Conexão Cósmica 1 no programa Bom dia Assembleia.

Entrevista com Edward Montenegro no programa Bom dia Assembleia no dia 08 de maio de 2014. 
Entrevista realiza no programa jornalistico "Bom dia Assembleia" da TV Assembleia-PI, no dia 08  de  Maio do 2014, no qual Edward Montenegro foi convidado para falar de temas como o ensino de ciências no Brasil, a baixa produção científica no Piauí e a necessidade de se criar politicas e atividades que incentivem as pessoas a se dedicarem à ciência  e finalmente abordei os trabalhos que venho realizando  juntamente com a "Graviton Society"  com o intuito de aproximar o conhecimento cientifico da sociedade, mediante a realização de eventos de grande porte como o Conexão Cósmica - I.

Reportagem do Jornal o dia sobre as Observações astronomicas realizadas pela GSS

Capa do Jornal O Dia, com uma reportagem sobre observação astronomica no Pauí com Edward Montenegro. Crédito: Print do Jornal O Dia.

Materia sobre o projeto "De Olho no Céu de Teresina" deselnvolvido pelo IFPI/GSS/THC, publicado na coluna de ciência do Jornal o Dia. Ediçâo 28 de Junho de 2015

Reportagem do Jornal O Dia sobre o projeto de Olhos no céu de Teresina.

Entrevista com Edward Montenegro no jornl o Dia, sobre o projeto de olho no céu de Teresina. Créditos: Print do jornal o Dia,

 O jornal o dia publicou uma materia falando sobre o Projeto de olho no céu de Teresina, para quem não conheceu, o projeto “De Olho no Céu de Teresina”  foi um projeto de observação astronomica desenvolvido pela Graviton Scientific Society (GSS) em parceria com o IFPI-Teresina Central e Teresina Hacker Clube. Tem como principal objetivo despertar o interesse da comunidade acadêmica e do público em geral pela astronomia através de atividades de observações astronômicas. 

Matéria do Jornal o Dia falando falando sobre o curso de astronomia organizado pela GSS





Reportagem com Edward Montenegro sobre o I curso de Introdução à astronomia e Astrofísica organizado pela Graviton Scientific Society. Fonte: Print do jornal o Dia.
A edição impressa do jornal o Dia do dia 31 de Agosto de 2014, menciona Edward Montenegro na coluna de ciências falando sobre o alinhamento aparente visto desde a perspectiva terrestre da Lua e Saturno e também falando um pouco sobre o curso  de ferias de introdução a Astronomia e Astrofísica,  organizado pela Graviton Society em parceria com o IFPI-Teresina Central.

Matéria do Jornal o Dia sobre o cometa Siding Spring

Na edição impressa do dia 28 de setembro de 2014, o Jornal O Dia na coluna de ciências traz uma matéria sobre o cometa Siding Spring  numa reportagem com Edward Montenegro

Na edição impressa do dia 28 de setembro de 2014, o Jornal O Dia na coluna de ciências traz uma matéria sobre o cometa Siding Spring no qual Edward Montenegro explica alguns detalhes deste fenomeno e sua importancia para o mundo academico, assim também como a otima oportunidade que este evento esta gerando para os cientistas planetarios que encontran-se estudando 

Entrevista na TV Clube sobre o conexão cósmica 1


Entrevista com Edward Montenegro, na TV Clube - PI em maio de 2014.
Edward Montenegro, Participa de matéria na TV Clube,  Falando sobre o Projeto Gráviton e o Evento Conexão Cósmica I. Esta matéria foi exibida no programa Bom dia Piauí, em 22 de maio de 2014.
a entrevista pode ser assistida online no portal G1-PI.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Como sabemos o que é realidade?



Muitos de meus leitores poderão dizer que que essa é uma das perguntas mais fáceis de responder, pois ao final realidade é tudo o que existe. Essa resposta parece bastante convincente, não? Só que não é. Há vários problemas com essa resposta. O que dizer dos dinossauros, que não existem mais? e das estrelas, tão distantes que quando sua luz finalmente chega até nós e conseguimos vê-las podem já ter se extinguido?, o que falar dos elétrons que nunca foram observados diretamente?. Mas, afinal, como sabemos que as coisas existem mesmo no presente? como sabemos que algo é real? 

Para começar, nossos cinco sentidos fazem um excelente trabalho para  nos convencer de que muitas coisas são reais: pedras, computador, grama, chuva, sal, chocolate, etc. Mas, dizemos que algo é “real” apenas quando podemos detectá-lo diretamente com nossos cinco sentidos?

E quanto uma galáxia, tão distante que não pode ser vista a olho nu? E uma bactéria tão pequena que só pode ser vista com um microscópio? Devemos dizer que as coisas não existem porque não as enxergamos? Não. É claro que a ciência nos permite intensificar nossos sentidos com instrumentos especiais como telescópios para as galáxias  e microscópios para as bactérias. Mas, alguém poderia argumentar, então esses instrumentos nos permitem ver esses objetos e assim sabemos que existem, e quanto as ondas de rádio?

Como podemos afirmar que as ondas de rádio existem?, se todos sabemos que nossos olhos não podem vê-las e nossos ouvidos não podem escutá-las. Mas, felizmente neste caso também a ciência possibilitou construir aparelhos como rádio e televisão que convertem essas ondas em sons e imagens que podemos ver e ouvir. Radiotelescópios e telescópios de raios x nos mostram estrelas e galáxias distantes em outras frequencia que seria impossível enxergar usando apenas nossos olhos ou telescópios ópticos.
Mas, e quanto aos dinossauros que não existem mais como podemos dizer que eles são reais? que eles um dia andaram pela superfície da Terra? ao final, nunca vimos nem ouvimos  e muito menos corremos de medo de algum. Neste caso, mais uma vez a ciência nos possibilita o estudo dos fósseis que são visíveis a olho nu. Fósseis não correm nem pulam, mas sabemos como eles se formam e graças a isso podemos dizer algo sobre o que aconteceu a milhões de anos.
Por último, há um recurso menos conhecido, que nos cientistas usamos quando nossos sentidos não conseguem decidir o que é real. Eles criam um modelo do que poderia estar acontecendo e depois é submetido esse modelo a testes rigorosos. Este modelo poder ser de vários tipos como: uma maquete, uma modelagem matemática, uma simulação computacional, logo examinamos atentamente o modelo e assim pode-se predizer o que teríamos ver ou ouvir se o modelo fosse correto. Depois, averiguamos se as predições estão certas ou erradas. 
Se estiverem certas isto aumenta nossa confiança de que esse modelo representa a realidade, caso contrário, o modelo será modificado, se tentará controlar mais variaveis e submeter a teste novamente, se as predições se continuarem erradas, o modelo é rejeitado. Assim que funciona a nossa ciência, fique atento e não se deixe enganar sobre o que realmente existe no universo e sobre o que é produto da imaginação!

Adaptado do livro "A magia da realidade" de Richard Dawkins


segunda-feira, 14 de março de 2016

Material para a OBA-2016

Baixar Livro
Para quem esta iniciando na astronomia ou deseja participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia, sem duvida este é um dos melhores livros. Por esse motivo estou disponibilizando o link para download, espero que façam um bom uso.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

PARTICIPAÇÃO NO XXXII EFNNE


O Encontro de Físicos do Norte é do Nordeste é um evento anual, no qual participam centos de pesquisadores para discutir as tendencias e novidades no Ensino de Ciências assim também como as novas descobertas na Área da Física. o XXXII EFNNE foi realizado na bela cidade de João Pessoa - Estado da Paraiba no qual tive o privilegio de participar apresentando um Artigo em Coautoria com Mailson Barroso e Evanilde Fernandes. Artigo, no qual tratamos de abordar uma questão fundamental sobre ensino de física, as divergências entre professores e alunos quanto as dificuldades e possíveis soluções. 




Mailson Barroso, Edward Montenegro e Mauro Kyotoku

Turma que participou da Oficina de Montagens de Foguetes no XXXII EFNNE

Evanilde Fernandes, Andre A. Moreira e Edward Montenegro

Edward Montenegro no XXXII EFNNE

terça-feira, 28 de outubro de 2014

JÚPITER DESDE OUTRO ÂNGULO




Montando uma palestra sobre exploração espacial, encontrei esta imagem, muito cativante e não poderia deixar de compartilhar com vocês esta maravilha do Sistema Solar. Esta imagem mostra Júpiter visto de cima a partir de imagens feitas pela câmera de ângulo restrito a bordo da sonda Cassini da NASA em 11 e 12 de Dezembro de 2000, enquanto a sonda se encontrava próxima do planeta durante o seu sobrevoo pelo gigante gasoso. 

A Cassini estava em seu caminho para Saturno. Essas imagens representam os mapas coloridos globais mais detalhados de Júpiter já feitos. As menores feições visíveis tem aproximadamente 120 km de diâmetro. A imagem mostra uma variedade de feições coloridas das nuvens, incluindo bandas brancas e marrom-avermelhadas, regiões caóticas, vórtices ovais brancos e muitas outras feições. 

Muitas nuvens parecem em feixes e ondas devido ao contínuo estiramento e encurtamento gerado pelos ventos e pela turbulência de Júpiter. As feições cinzas azuladas ao longo da borda norte da banda brilhante central são pontos quentes equatoriais, sistemas meteorológicos como aqueles penetrados pela sonda Galileo da NASA. Pequenos pontos brilhantes dentro da faixa laranja a norte do equador são tempestades magnéticas com raios. As regiões polares são menos visíveis pois a Cassini as observava num ângulo e através de uma névoa atmosférica mais espessa, como o material esbranquiçado no mapa polar sul




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

HÁ VIDA INTELIGENTE NA TERRA?




Imagine que você é um explorador alienígena entrando no Sistema Solar depois de uma longa viagem pela escuridão do espaço interestelar. Você examina de longe os planetas dessa estrela trivial – um bom número, alguns cinzentos, alguns azuis, alguns vermelhos, outros amarelos. Você está interessado em saber que tipo de mundos eles são, se nesses ambientes há vida e inteligência. Você não tem conhecimento prévio da Terra. Acabou de descobrir a sua existência. Vamos imaginar que exista uma ética galáctica: olhe, mas não toque. Você pode voar por esses mundos, pode girar ao redor deles, mas está rigorosamente proibido de pousar. Sob tais restrições, conseguiria descobrir como é o ambiente da Terra e se alguém nela vive?

À medida que se aproxima, sua primeira impressão de toda a Terra, são nuvens, calotas polares brancas, continentes marrons e uma substância azulada que cobre dois terços da superfície. Uma medição da temperatura revelaria que na maior parte do planeta esta por cima do congelamento da água e apenas nos pólos é inferior. Os espectrômetros de sua nave ainda revelam que o ar nesse mundo é um quinto de oxigênio. Isso sugeriria que exista vida? Mas essa vida só poderia ser apenas plantas fotossintéticas. Alem, do oxigênio, não há sugestão de um nível elevado de inteligência. Outro aspecto peculiar seria encontrar metano e oxigênio juntos na mesma atmosfera. O que significaria? A única explicação possível é que o metano provém de fontes como bactérias em pântanos, cultivo do arroz, queimadas, gás natural de poços de petróleo e flatulência bovina. Que a íntima atividade intestinal das vacas seja detectável do espaço interplanetário é um pouco desconcertante, especialmente quando tantas coisas que valorizamos não o são.

O Allen Telescope Array (ATA) é um "é formado por varias antenas pequenas, que interligadas eletromagneticamente da a eficacia de uma grande antena. Este radio telescópio utilizado pelo SETI Institute é projetado para ser altamente eficaz na procura por ondas de  de rádio as quais seriam sinais inteligência extraterrestre
A detecção do um tipo especial de onda de rádio que emana da Terra. Seria uma evidencia de vida inteligente. Embora,  muitos processos naturais são capazes de gerá-las. Pois, já encontramos emissões de rádio vindas de outros mundos aparentemente inabitados: geradas por elétrons presos nos fortes campos magnéticos de planetas, por movimentos caóticos na frente de choque que separa esses campos magnéticos do campo magnético interplanetário, e por raios. Isto, porém, é diferente: parte da transmissão de rádio vinda da Terra está numa freqüência central constante para cada transmissão, ao que ainda é acrescentando um sinal modulado (uma seqüência complexa de intervalos). Nenhum elétron em campos magnéticos, nenhum choque de ondas, nenhuma descarga de raio pode gerar algo parecido. A sua conclusão de que a transmissão de rádio se deve à existência de tecnologia sobre a Terra é válida, independentemente do que as intermitências significam: você não tem de decodificar a mensagem para estar seguro que é uma mensagem.
Imagem feita a bordo da estação espacial internacional mostra o mar Mediterrâneo, a peninsula do Sinai e o delta do rio Nilo
Assim, se saberia que pelo menos uma espécie sobre a Terra alcançou a tecnologia do rádio. Qual delas? Os que produzem metano? Aqueles geram oxigênio? Ou alguma outra espécie, mais sutil, seres que de outra forma não são detectáveis por uma nave espacial que se precipitasse por perto? Para buscar essa espécie tecnológica, você talvez queira examinar a Terra em graus de resolução cada vez mais precisos, à procura, se não dos próprios seres, pelo menos de seus artefatos.

Você primeiro empregaria um telescópio modesto com o qual apenas veria oceanos, desertos e Kilometros de montanhas, poucas crateras isso provaria que a Terra é geologicamente ativa. Mas, nenhum sinal de vida. No entanto, à medida que se olha com uma resolução mais alta pode ver que há também lugares estranhos rodeados de vegetação embora eles próprios não exibam plantas. Parecem borrões descoloridos sobre a paisagem. Isso seria mais uma evidencia de vida inteligente embora ainda não possa se chegar à conclusão de que tipos de seres são estes.
Já olhando com resolução muito elevada, descobre que existem  linhas retas que se entrecruzam dentro das cidades e as longas linhas retas que as ligam com outras cidades estão cheias de seres multicoloridos, aerodinâmicos, com alguns metros de comprimento, deslocando-se polidamente um atrás do outro num cortejo longo, lento e ordenado. Eles são muitos pacientes. Nos ângulos retos, uma corrente de seres detém para que outra corrente possa seguir adiante. À noite, eles acendem duas luzes brilhantes na frente para poderem ver o caminho. Alguns, uns poucos privilegiados, entram em casinhas ao final de um dia de trabalho e se recolhem à noite. A maioria não tem casa e dorme nas ruas. Por fim! Você detectou a fonte de toda a tecnologia, as formas de vida dominantes do planeta. As ruas das cidades e as estradas dos campos são evidentemente construídas para o seu proveito. Você poderia pensar que está realmente começando a compreender a vida sobre a Terra. E talvez tivesse razão.

Todas as observações que você fez até agora foram no lado do planeta em que é dia. Algo muito interessante é revelado quando olha para a Terra à noite: o planeta é iluminado. É possível reconhecer que as luzes traçam os contornos dos mesmos continentes vistos durante o dia; e muitas correspondem às cidades que você já indicou no mapa. As cidades estão concentradas perto dos litorais. Tendem a ser mais esparsas no interior dos continentes. Talvez os organismos dominantes precisem desesperadamente da água do mar (ou talvez os navios que cruzam os oceanos tenham sido no passado essencial para o comércio e emigração).

Parece-me tranqüilizador saber que do espaço você pode detectar tão facilmente miudezas da vida sobre a Terra – os hábitos gastrintestinais de ruminantes, enquanto uma parte tão grande de nossa arquitetura monumental, as nossas maiores obras de engenharia, o nosso empenho em cuidarmos uns dos outros são quase totalmente invisíveis. É uma espécie de parábola. A esta altura, sua expedição à Terra deve ser considerada extremamente bem-sucedida. Você caracterizou o ambiente, detectou a vida, descobriu manifestações de seres inteligentes e talvez até tenha identificado a espécie dominante, a que é impregnada de geometria euclidiana e retilinearidade. Desde o espaço seria muito difícil de saber ao certo se a Terra é habitada por vida inteligente ou simplesmente por seres que produzem descontroladamente gases que contaminam a sua atmosfera, o único sinal de que somos uma civilização inteligente, superior as bactérias ou plantas  seria apenas nossas transmissões de radio e não nossa arrogância, preconceito e egoísmo que é comum aqui na Terra achar que isso nos torna superiores um dos outros.

Texto adaptado do livro Pálido Ponto azul do astrônomo Carl Edward Sagan

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Reportagem do Jornal Meio Norte sobre o Conexão Cósmica 1

Matéria do Jornal Meio Norte com Edward Montenegro, sobre o Conexão Cósmica 1 - Créditos: Print do Jornal Meio Norte.


Matéria do Jornal Méio Norte, Falando do Projeto Gráviton e o Conexão Cósmica I. Edição do dia 23 de Maio de 2014.

Materia do Jornal o Dia falando sobre a fundação da Sociedade Gráviton


Entrevista com Edward Montenegro, sobre a fundação da Graviton Scientific Society em maio de 2014.. Fonte: Print do Jornal o Dia.

A edição impressa do jornal o Dia do dia 25 de Maio de 2014, menciona Edward Montenegro na coluna de ciências falando sobre o Conexão Cósmica I, sobre a fundação e futuros projetos da Graviton Scientific Society