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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Equipe orientada pelo prof. Edwar Montenegro lança primeiro protótipo de satélite do Piauí para a estratosfera e vence etapa Norte-Nordeste de Olimpíada

 O Piauí conseguiu um grande feito nesta sexta-feira (02) após uma equipe formada por alunos do Ensino Fundamental de escolas públicas de Teresina, orientados pelo professor Edwar Montenegro, lançarem o primeiro protótipo de satélite piauiense à estratosfera. O lançamento foi durante evento da 1ª Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT), realizado no Rio Grande do Norte, e garantiu à equipe o primeiro lugar na etapa Norte e Nordeste. Os estudantes seguem agora para a semifinal da Olimpíada.


Equipe orientada pelo professor Edwar Montenegro vence etapada Norte-Nordeste da Olimpíada Brasileira de Satélites - MCTI.

O protótipo de satélite produzido pelos estudantes, usa uma plataforma de CanSat educacional de fabricação da Pions Labs e tem a finalidade de medir a radiação ultravioleta antes e depois da camada de ozônio  assim como a concentração de gás ozônio ao longo da estratosfera e, a partir disso, desenvolver políticas públicas educativas junto a outras entidades de prevenção ao câncer de pele. O equipamento voou por cerca de quatro horas na estratosfera, atingindo uma altura aproximada de 30 quilômetros.

Os alunos fazem parte do Programa Cidade Olímpica e estão sob orientação do professor Edward Montenegro, com apoio da Secretaria Municipal de Educação (Semec). Num feito sem precedentes neste projeto colaboraram diversas pessoas e entidades. “Esse satélite é inédito para o Piauí e mais inédito ainda por ser o único desenvolvido por escolas de Ensino Fundamental das regiões Norte e Nordeste do Brasil e, obviamente, o primeiro do Piauí em todos os níveis da Educação”, explica o professor Edward Montenegro.

Equipe do Programa Cidade Olímpica Educacional, Orientada pelo Professor Edwar Montenegro, juntamente com o Presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura.

Lara Rodrigues, de apenas 13 anos, é estudante do 8º Ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professor Manoel Paulo Nunes, localizada no bairro Porto do Centro, zona Leste de Teresina. Ela é a participante mais jovem do grupo e das regiões Norte e Nordeste, e foi a responsável por conduzir a apresentação que garantiu ao Piauí o lugar mais alto do pódio na etapa Norte e Nordeste e uma vaga na semifinal da OBSAT.

Sonda levando rumo a estratosfera  2 cubesats e um CanSat, durante a 3ª fase da Olimpíada Brasileira de Satélites - MCTI.


A adolescente foi uma das apresentadoras mais aplaudida do evento, representando o sucesso da equipe piauiense na 1ª OBSAT do MCTI. “Foi bastante emocionante para todos nós”, contou entusiasmado o professor Edward Montenegro

Após o satélite piauiense passar por todos os testes rigorosos a que foi submetido durante o evento, ele foi embarcado, junto com outros projetos de estudantes do Ensino Médio e do Ensino Superior. O presidente da Agência Espacial Brasileira, Carlos Moura, esteve entre as autoridades presentes no evento.

Professor Edwar Montenegro, logo após receber a medalha e trofeu de técnico da equipe que conquistou o primeiro lugar do nível 1 - na etapa Norte-Nordeste da Olimpíada Brasileira de Satélites.

“É a quarta vez que ficamos em primeiro lugar nessa competição, em fases. Ficamos em primeiro lugar nas seletivas, que foi o Desafio de Satélites. Nossa equipe ficou em primeiro lugar Estadual, na primeira fase, ficamos em primeiro lugar na segunda fase, que foi a Regional e agora ficamos em primeiro lugar na região Norte-Nordeste. Agora seguimos para a quarta fase enfrentar os campeões das regiões Sudeste e Sul do Brasil”, concluiu.

Prototipo de Satélite do Programa Cidade Olímpica Educacional e mais dois modelos de Cubesat sendo embarcados para empreender viagem rumo à estratosfera. O lançamento de esta sonda foi realizada no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno em Rio Grande do Norte.

O Protótipo de Satélite foi recuperado e dos 11 sensores embarcados no módelo 9 funcionaram e  coletaram dados ao longo das 4 horas de voo. Estes dados estão sendo analisados pela equipe e devem ser apresentados no Semana Mundial do Espaço, organizada anualmente no Piauí pela Graviton Scientific Society.


Fonte: Portal o Dia

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A revista Time escolhe Elon Musk 2021 como personalidade do ano

O  fundador da Tesla e da SpaceX é a escolha da Time Magazine para a Personalidade do Ano de 2021 .

“Personalidade do ano é um marcador de influência, e poucos indivíduos tiveram mais influência do que Musk na vida na Terra, e potencialmente na vida fora da Terra também”, disse o editor-chefe e CEO da Time, Edward Felsenthal, em um comunicado na segunda-feira.

Em 2021 foi tudo sobre Musk. Este ano, o empresário sul-africano foi considerado o homem mais rico do mundo, com um valor estimado em cerca de US $ 266 bilhões.

"Em 2021, Musk emergiu não apenas como a pessoa mais rica do mundo, mas também como o exemplo mais rico de uma grande mudança em nossa sociedade”, acrescentou Felsenthal.


Na verdade, seu grande ano o viu adicionar mais de US $ 100 bilhões a essa fortuna e roubar o título de pessoa mais rica do mundo do rival Jeff Bezos. Quando Musk ultrapassou Bezos em patrimônio líquido, o pai de sete filhos disse que enviaria ao fundador da Amazon uma medalha de prata .

No meio de sua separação, porém, Musk também renunciou a muitos de seus bens e vendeu a maioria de suas mansões . Ele agora mora no Texas - onde economizará bilhões com a falta de imposto de renda pessoal no estado da Lone Star. Ele também mudou a sede corporativa da Tesla para o estado .

“O homem mais rico do mundo  não tem casa e recentemente está vendendo sua fortuna”, escreveu a revista no perfil do empresário. “Ele põe satélites em órbita e controla o sol; ele dirige um carro que criou que não usa gasolina e quase não precisa de um motorista. Com um movimento do dedo, o mercado de ações dispara ou desmaia . Um exército de devotos depende de cada uma de suas declarações. ”

Em abril, a SpaceX  ganhou o contrato exclusivo da NASA para devolver astronautas americanos à lua  pela primeira vez desde 1972. Apenas um mês depois, o enorme foguete da empresa, que o bilionário pretende usar para enviar pessoas e cargas a Marte um dia, foi  lançado e pousou com sucesso pela primeira vez . Isso marcou uma grande conquista para a SpaceX, que quer tornar seus foguetes reutilizáveis ​​para reduzir o custo da exploração espacial. 

Em maio, enquanto apresentava o “Saturday Night Live”, Musk anunciou que estava “fazendo história” ao revelar que tinha o transtorno de neurodesenvolvimento de Asperger.

“Na verdade, estou fazendo história esta noite como a primeira pessoa com Asperger a hospedar o SNL, ou pelo menos a primeira a admitir isso. Portanto, não vou fazer muito contato visual com o elenco esta noite. Mas não se preocupe, sou muito bom em executar 'humano' no modo de emulação ”, disse Musk

Musk se viu no centro de outro momento da cultura pop depois do mês passado, quando sua ex lançou uma música sutilmente o sombreando . A letra da última faixa de Grimes, intitulada “Player of Games”, menciona estar apaixonado pelo “maior gamer” - aparentemente um aceno para Musk, que é um ávido jogador de PC .

“Estou apaixonado pelo melhor jogador”, canta Grimes. “Mas ele sempre amará o jogo mais do que a mim.”


Fonte: https://nypost.com/

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Sonda Solar Parker se aproxima da atmosfera superior do Sol pela primeira vez, trazendo novas descobertas

 Pela primeira vez na história, uma espaçonave “tocou o Sol”. A Sonda Solar Parker da NASA agora voou através da atmosfera superior do Sol - a corona - estudando amostras de partículas e campos magnéticos lá. 

O novo marco representa um grande passo para a Sonda Solar Parker e um grande salto para a ciência solar. Assim como o pouso na Lua permitiu aos cientistas entender como ela foi formada, tocar a própria matéria de que o Sol é feito ajudará os cientistas a descobrir informações críticas sobre nossa estrela mais próxima e sua influência no sistema solar. 


Conceito Artístico da Sonda Solar Parker. Créditos NASA

A sonda Solar Parker “tocando o Sol” é um momento monumental para a ciência solar e um feito verdadeiramente notável", disse Thomas Zurbuchen, administrador associado do Diretório de Missão Científica na sede da NASA em Washington. "Este marco não apenas nos fornece percepções mais profundas sobre a evolução de nosso Sol e seus impactos em nosso sistema solar, mas tudo que aprendemos sobre nossa própria estrela também nos ensina mais sobre estrelas no resto do universo.”

À medida que orbita mais perto da superfície solar, a sonda Solar Parker está fazendo novas descobertas, que outras espaçonaves estavam muito longe para ver, estudando de dentro do vento solar - o fluxo de partículas do Sol que podem nos influenciar na Terra. Em 2019, Parker descobriu que estruturas magnéticas em zigue-zague no vento solar, chamadas de ziguezague, são abundantes perto do sol. Mas como e onde eles se formam permanece um mistério. Reduzindo pela metade a distância ao Sol desde então, a sonda Solar Parker agora passou perto o suficiente para identificar um lugar onde se originaram: a superfície solar.

A primeira passagem pela corona - e a promessa de mais sobrevôos por vir - continuará a fornecer dados sobre fenômenos impossíveis de estudar à distância.

Fonte: NASA

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

No Brasil o Dia da Astronomia é comemorado em 02 de dezembro

 



O Dia da Astronomia é comemorado em 2 de dezembro no Brasil.

A data homenageia a ciência que explora, observa e estuda o universo e tudo que existe nele: planetas, estrelas, satélites naturais, galáxias e etc.

A astronomia é uma das ciências mais antigas que existem no mundo, responsável pela descoberta da origem, movimentação, composição e demais comportamentos dos corpos celestes que estão espalhados por todo o universo.

Os astrônomos - estudiosos e cientistas que estudam a ciência da astronomia - olham para o céu em busca de respostas para as grandes e pequenas questões sobre o que existe além da imensidão do "manto azul" do firmamento terrestre.

Origem do Dia da Astronomia
O Dia da Astronomia no Brasil surgiu em homenagem à data de nascimento do imperador Pedro de Alcântara, Dom Pedro II (2 de dezembro), que era considerado um astrônomo amador e o patrono da astronomia brasileira.

O Observatório Nacional

A Sociedade Brasileira de Astronomia, fundada em 1947, foi quem escolheu a data de 2 de dezembro como Dia Nacional da Astronomia.

Dia Mundial da Astronomia
Muitos calendários datam o Dia Mundial da Astronomia como 8 de abril, porém não há um documento que oficialize ou justifique a escolha da data.


terça-feira, 30 de novembro de 2021

Alunos do professor Edwar Montenegro ganham medalhas inéditas para Rede Municipal de Teresina na área de robótica e Satélites Artificiais.

 Emoção e orgulho tomaram conta da solenidade de premiação dos alunos da Rede Municipal de Teresina medalhistas em competições de robótica, nesta terça-feira (30). A Rede Pública Municipal tem sido pioneira em estudos na área, desbancado, inclusive, equipes universitárias nas maiores olimpíadas do país.

Equipe de Alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.


O secretário municipal de Educação, Nouga Cardoso, entregou 17 medalhas a alunos que se destacaram nacionalmente. A equipe de Robótica e Satélites Artificiais do Programa Cidade Olímpica ficou com o 1º lugar geral na 17ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), sendo premiada com um cubsat educacional. Este objeto se tornou o primeiro satélite artificial do Piauí na história. Até a turma de língua portuguesa do Cidade Olímpica se destacou, levando o 3º lugar nacional, com a temática de satélites artificiais.

Equipe de Alunos  e professor do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.

Os secretários executivos de Ensino e Gestão, Kleytton dos Santos e Edileusa Sampaio, respectivamente, aplaudiram de pé as conquistas dos alunos, agradecendo especialmente o empenho dos professores no apoio à turma. “Fazem um trabalho espetacular apoiando os sonhos desses jovens talentos”, disse Edileusa.

Também foram premiadas as alunas representantes das equipes classificadas em 1º e 2º lugar na primeira fase da Olimpíada Brasileira de Satélites MCTI (OBSAT). E mais sete alunos medalhistas na Olimpíada Brasileira de Robótica, com quatro medalhas de ouro e três de prata



Professor Edwar Montenegro recebendo das mãos do Secretario de Educação de Teresina a medalha de técnico da equipe  dos alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT. Fonte: SEMEC.


O professor de robótica, Edwar Montenegro, é um dos principais envolvidos em tantas conquistas. Emocionado, exaltou o empenho dos alunos e destacou o pioneirismo de Teresina na área. “Quero agradecer aos alunos que confiam muito em mim e aceitam os desafios que sugiro para eles. São estudantes que merecem o que conquistaram. No Piauí, não havia nenhum aluno que já tivesse participado da Olimpíada Brasileira de Satélites, e hoje estão aí, alunos de escolas públicas do ensino fundamental que concorrem de igual para igual com estudantes de nível superior”, declarou, pedindo apoio para conquistarem ainda mais.


Professor Edwar Montenegro fala sobre a importância do apoio da SEMEC para que Alunos do Programa Cidade Olímpica Educacional /SEMEC - Teresina-PI que consquistaram o primeiro e terceiro lugar no desafios de Satélites Artificiais da OBSAT/MCTI na 17ª SNCT continuem progredindo nas próximas fases da OBSAT. Fonte: SEMEC.

E se depender do secretário Nouga, o apoio está garantido. “É com muito orgulho que hoje entregamos as medalhas para estes estudantes que representam de forma muito honrosa a Rede Municipal de Educação. Eu me comprometo a fazer tudo que estiver ao alcance da Secretaria para que todo o apoio seja dado a programas como o Cidade Olímpica Educacional”, afirmou.

Ester de Araújo, mãe da Letícia Soares, não escondeu a emoção de ver a medalha no peito da filha. A menina conquistou bronze na competição nacional de Ciência e Tecnologia. “É muito gratificante para mim, como mãe, ver que ela está se sentindo realizada de ter sido reconhecida depois de muito esforço, após um ano no Cidade Olímpica, um incentivo para a participação em outros projetos que colaborem com a sua formação educacional”, concluiu a mãe.

Fonte: SEMEC/ASCOM

sábado, 5 de junho de 2021

Quatro satélites idealizados por alunos e professor da cidade de Teresina são selecionados em olimpíada científica.

  

As equipes Programa Cidade Olímpica Educacional, Programa Cidade Olímpica Educacional  2, Sinfonia Cósmica e Missão The X sob orientação do professor Edwar Dávila Montenegro, tiveram seus projetos aprovados e selecionados para receber gratuitamente um kit de montagem de um CubeSat e dois Cansat's do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do governo federal  (MCTI). Sendo que a Equipe Programa Cidade Olímpica Educacional já recebeu o Kit como premiação de ter ocupado o primeiro lugar nacional no desafio de Satélites e Inteligência artificial na 17ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia- 2020 do MCTI.

Colocação em orbita de Cubesat's. Fonte: NASA

As outras três equipes ficaram em Primeiro e Segundo lugar do estado do Piauí na modalidade Ensino Fundamental e Primeiro Lugar na modalidade Ensino Médio ou técnico respectivamente. Todas as equipes do Ensino fundamental II pertencem a alunos de escolas publicas da cidade de Teresina e a Equipe de Ensino Médio é formada por alunos de uma escola da Rede privada de ensino.

Um CubeSat ( espaçonave classe U ) é um tipo de satélite miniaturizado para pesquisa espacial e pode ser composto de um módulo ou vários módulos cúbicos de 10 cm × 10 cm × 10 cm. Um CubeSats deve ter uma massa de não mais do que 1,33 kg (2,9 lb), por unidade. Por outro lado um CanSat é um tipo de carga útil de foguete de sondagem usado para ensinar tecnologia espacial. É semelhante à tecnologia usada em satélites miniaturizados. Porém Nenhum CanSat jamais deixou a atmosfera, nem orbitou a Terra. Nas competições CanSat, a carga útil deve caber dentro do volume de uma lata de refrigerante típica (66 mm de diâmetro e 115 mm de altura) e ter uma massa inferior a 350g.

As propostas enviadas pelas equipes são o uso de uma constelação de CubeSat’s para estudar o desmatamento ilegal e queimadas florestais ao longo do Território Brasileiro. O uso de um Cansat para estudar o clima espacial numa região do espaço próxima à linha do equador terrestre. A equipe conexão cósmica submeteu um projeto com a ideia de utilizar um CanSat para estudar a dinâmica atmosférica sobre o estado do Piauí. E a equipe Missão The X submeteu um projeto com a ideia de monitorar e fiscalizar com o intuito de contribuir para um desenvolvimento sustentável para o estado do Piauí. Os projetos elaborados por alunos do Ensino Fundamental tiveram orientação de integrantes da Graviton Scientific Society.

Conceito artístico de um CubeSat de 1U. Créditos: Virginia Cubesat Constellation.

A Olimpíada Brasileira deSatélites MCTI é uma Olimpíada Científica de abrangência nacional, concebida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, e organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em conjunto com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).

quarta-feira, 2 de junho de 2021

A NASA enviará duas novas missões a Vênus pela primeira vez em mais de 30 ANOS

 A NASA está retornando a Vênus pela primeira vez em mais de 30 anos. A  agência espacial divulgou nesta quarta-feira 02 de junho de 2021, duas novas missões de $ 500 milhões que devem ser lançadas nos próximos 10 anos. 

Como parte de seu discurso sobre o Estado da Agência, o administrador da NASA Bill Nelson disse que as missões, DAVINCI + e VERITAS, iriam para o planeta conhecido como 'gêmeo maligno da Terra' como parte de seu programa Discovery.

"As missões visam compreender como Vênus se tornou um mundo infernal quando tem tantas outras características semelhantes às nossas - e pode ter sido o primeiro mundo habitável no sistema solar, completo com um oceano e clima semelhante ao da Terra," disse a NASA em um comunicado . 

As duas missões foram escolhidas com base em seu valor científico potencial e na viabilidade de seus planos de desenvolvimento. As equipes de projeto agora trabalharão para finalizar seus requisitos, designs e planos de desenvolvimento. A NASA está concedendo aproximadamente US $ 500 milhões por missão para o desenvolvimento. Espera-se que cada um seja lançado no período de 2028-2030.


Uma imagem da superfície de Vênus, extrapolada para o horizonte a partir de imagens tiradas pela sonda soviética Venera 13 e processada para remover o efeito olho de peixe.

As missões selecionadas são:

DAVINCI + (Investigação de Vênus em atmosfera profunda de gases nobres, química e imagem)

O DAVINCI + medirá a composição da atmosfera de Vênus para entender como ela se formou e evoluiu, bem como determinar se o planeta já teve um oceano. A missão consiste em uma esfera descendente que mergulhará na espessa atmosfera do planeta, fazendo medições precisas de gases nobres e outros elementos para entender por que a atmosfera de Vênus é uma estufa descontrolada em comparação com a da Terra.

Além disso, o DAVINCI + retornará as primeiras imagens de alta resolução das características geológicas únicas de Vênus conhecidas como “tesselas”, que podem ser comparáveis ​​aos continentes da Terra, sugerindo que Vênus tem placas tectônicas. Esta seria a primeira missão liderada pelos EUA à atmosfera de Vênus desde 1978, e os resultados do DAVINCI + poderiam remodelar nossa compreensão da formação de planetas terrestres em nosso sistema solar e além. James Garvin, do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, é o principal investigador. Goddard fornece gerenciamento de projetos.

VERITAS (Emissividade de Vênus, Ciência de Rádio, InSAR, Topografia e Espectroscopia)


VERITAS mapeará a superfície de Vênus para determinar a história geológica do planeta e entender por que ele se desenvolveu de forma tão diferente da Terra. Orbitando Vênus com um radar de abertura sintética, VERITAS irá mapear as elevações da superfície de quase todo o planeta para criar reconstruções 3D da topografia e confirmar se processos como placas tectônicas e vulcanismo ainda estão ativos em Vênus.

VERITAS também mapeará as emissões infravermelhas da superfície de Vênus para mapear seu tipo de rocha, que é amplamente desconhecido, e determinar se vulcões ativos estão liberando vapor de água na atmosfera. Suzanne Smrekar, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, no sul da Califórnia, é a investigadora principal. JPL fornece gerenciamento de projetos. O Centro Aeroespacial Alemão fornecerá ao mapeador infravermelho a Agência Espacial Italiana e o Centre National d'Etudes Spatiales da França, estão contribuindo para o radar e outras partes da missão.

Além das duas missões, a NASA selecionou um par de demonstrações de tecnologia para voar com eles. VERITAS hospedará o Deep Space Atomic Clock-2 , construído pelo JPL e financiado pelo Space Technology Mission Directorate da NASA. O sinal de relógio ultrapreciso gerado com esta tecnologia ajudará a permitir manobras autônomas de espaçonaves e aprimorar as observações científicas de rádio. 

DAVINCI + hospedará o espectrômetro ultravioleta compacto para  imagem visível (CUVIS) construído por Goddard. CUVIS fará medições de alta resolução de luz ultravioleta usando um novo instrumento baseado em ótica de forma livre. Essas observações serão usadas para determinar a natureza do absorvedor ultravioleta desconhecido na atmosfera de Vênus, que absorve até metade da energia solar que chega.

Fonte: NASA

terça-feira, 6 de abril de 2021

O helicóptero Ingenuity da NASA sobrevive por conta própria à primeira noite fria de Marte

 

O helicóptero Ingenuity da NASA pode ser visto em Marte pela câmera traseira do rover Perseverance em 4 de abril de 2021, o 44º dia marciano, ou sol da missão. Créditos: NASA / JPL-Caltech.


Uns dos principais desafios de qualquer sonda espacial que vai explorar  a superfície de Marte é passar pelas frias temperaturas de Marte. Esta prova o helicóptero Ingenuity da NASA já passou, ele sobreviveu à primeira noite depois de ser deixado na superfície de Marte pelo rover Perseverance da NASA, o qual  é um marco importante para o pequenos helicóptero.  

As temperaturas noturnas na cratera de Jezero podem cair até 130 graus Fahrenheit negativos (90 graus Celsius negativos), o que pode congelar e quebrar componentes elétricos desprotegidos e danificar as baterias a bordo necessárias para o voo. Sobreviver naquela primeira noite depois de ser implantado de onde estava preso à barriga do rover Perseverance da NASA em 3 de abril é um marco importante para o helicóptero de 4 libras (1,8 kg). Nos próximos dias, o Ingenuity será a primeira aeronave a tentar um voo motorizado e controlado em outro planeta.

“Esta é a primeira vez que o Ingenuity está por conta própria na superfície de Marte”, disse MiMi Aung, gerente de projeto do Ingenuity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA no sul da Califórnia. “Mas agora temos a confirmação de que temos o isolamento certo, os aquecedores certos e energia suficiente em sua bateria para sobreviver à noite fria, o que é uma grande vitória para a equipe. Estamos entusiasmados em continuar a preparar o Ingenuity para seu primeiro teste de voo. ”

Conceber uma nave pequena o suficiente para caber no rover, leve o suficiente para voar na fina atmosfera de Marte, mas resistente o suficiente para suportar o frio marciano apresentou desafios significativos. Para garantir que o painel solar no topo dos rotores do helicóptero pudesse começar a receber luz solar o mais rápido possível, o Perseverance foi instruído a se afastar do Ingenuity logo após implantá-lo.

Até o helicóptero colocar suas quatro pernas na superfície marciana, a Ingenuity permaneceu presa à barriga do rover, recebendo energia do Perseverance, que pousou na cratera de Jezero em 18 de fevereiro. O rover serve como um retransmissor de comunicação entre a Ingenuity e a Terra, e usará seu conjunto de câmeras para observar as características de voo do helicóptero movido a energia solar do “ Van Zyl Overlook ”.

A única missão da Ingenuity, uma demonstração de tecnologia, é realizar testes de voo na fina atmosfera de Marte; o helicóptero não carrega instrumentos científicos. Em 30 dias marcianos, ou sóis (um dia marciano dura 24,6 horas), na superfície, o Ingenuity completará seus testes, e a exploração científica da cratera de Jezero pelo Perseverance entrará em alta velocidade.

Em 4 de abril, o Perseverance fez o downlink das primeiras imagens do helicóptero na superfície de Marte. Tiradas pela câmera traseira esquerda do veículo espacial, usada para evitar riscos, a imagem mostra as pás do rotor do helicóptero ainda alinhadas umas sobre as outras (uma configuração usada para economizar espaço durante a viagem a Marte) e suas quatro patas firmemente plantadas na superfície de Marte.

Nos próximos dois dias, o Ingenuity coletará informações sobre o desempenho dos sistemas de energia e controle térmico, agora que o pequeno helicóptero está sozinho no ambiente de Marte. Essa informação será usada para ajustar o sistema de controle térmico do Ingenuity para ajudá-lo a sobreviver às noites adversas de Marte durante todo o período de experiência de voo.

Se tudo acontecer conforme esperado com os testes, nos próximos dias acontecerá o primeiro voo do pequeno helicóptero na superfície de Marte. Aqui na Terra continuamos na expectativa e desejando o sucesso da missão. 

Fonte: NASA

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

A nanotecnologia e as vacinas contra o Covid-19

 

Conceito artístico de uma vacina contra o Covid-19. fonte: Nature.

Nestes últimos meses as #FakeNews sobre as vacinas contra o Covid-19,  vem disseminando-se com uma velocidade maior que a da doença, trazendo consequências mais perigosas que o  próprio vírus. Pois, fazer campanha contra as vacinas não é apenas apostar na própria sorte, na de seus amigos e familiares, menosprezar o trabalho e dedicação de muitos cientistas que encontra-se trabalhando sobre constante pressão e com a responsabilidade de "salvar a humanidade". Mas, também é ir contra o progresso do conhecimento humano. Na tentativa de entender o que leva ás pessoas a agir dessa maneira, comecei a pesquisar e ler alguns artigos sobre as vacinas, entre os quais encontrei um bem interessante que está resumido a seguir.

Segundo um artigo publicado alguns dias atrás na revista Nature Nanotechnology, pelo menos duas vacinas baseadas em nanopartículas  estão em processo de aprovação pela  Food and Drug Administration dos EUA  e podem representar um passo gigantesco na luta contra a pandemia de COVID-19.

Em 18 de novembro de 2020, a BioNtech e a Pfizer anunciaram os resultados finais  de seu ensaio clínico de fase 3 da vacina contra o COVID-19.  Apenas alguns dias antes, a Moderna também revelou o resultado preliminar de seu estudo de fase 3. Com uma  eficácia reivindicada na prevenção da infecção de 95% e 94,5%, respectivamente. A BNT162b2 - vacina desenvolvida pela pequena start-up alemã e a gigante farmacêutica americana , e  a mRNA-1273 - desenvolvida pela empresa de biotecnologia sediada em Cambridge em colaboração com o National Institutes of Health -  estão a caminho de se tornarem as primeiras medidas profiláticas contra a infecção por SARS-CoV-2.

Embora ambas  candidatas ainda precisem  de cumprir mais algumas exigências antes de receberem a aprovação Food and Drug Administration , eles destacam-se pela inovação. Se aprovadas, seriam as primeiras vacinas baseadas em RNA mensageiro (mRNA) a atingir o uso clínico.

Esta nova classe de vacinas baseadas em DNA e RNA distribuem a sequência genética  de proteínas virais específicas às células hospedeiras usando plataformas de nanotecnologia.  Em vez disso, as vacinas tradicionais desencadeiam respostas imunológicas após a injeção de vírus inteiros, seja como vírus vivos atenuados, vírus inativados ou vírus modificados, no corpo. Ambos os tipos de vacinas estão sendo testados contra COVID-19 em ensaios clínicos.

Com relação a outras abordagens, as terapias baseadas em mRNA têm várias vantagens. A entrega de mRNA  é mais segura do que a entrega de vírus inteiro ou DNA, pois o mRNA não é infeccioso e não pode ser integrado ao genoma do hospedeiro; enquanto o DNA precisa chegar ao núcleo para ser decodificado, o mRNA é processado diretamente no citosol; O mRNA tem meia-vida curta, que pode ser regulada por desenho molecular; finalmente, é imunogênica, o que pode representar uma vantagem para o desenho de vacinas, mas sua imunogenicidade  pode ser modulada com técnicas de engenharia molecular. 

No entanto, para ser transportado com segurança  e eficiência in vivo sem ser degradado na circulação e para atingir o citosol através da membrana plasmática celular, o mRNA precisa de um transportador. Para muitas terapêuticas baseadas em mRNA, incluindo BNT162b2 e mRNA-1273, os veículos de escolha são nanopartículas lipídicas (embora outros materiais também tenham sido usados). Complexado com lipídios carregados positivamente, o mRNA é mais estável e resistente à degradação mediada por RNase e forma partículas do tamanho de vírus automontadas que podem ser administradas por diferentes vias. 

Uma vez endocitadas, as nanopartículas lipídicas promovem o escape endossomal e liberam sua carga genética no citosol, onde o mRNA é traduzido em proteínas antigênicas, iniciando a maquinaria do sistema imunológico para a produção de anticorpos neutralizantes. Tanto o BNT162b2 quanto o mRNA-1273 entregam o mRNA que codifica variantes genéticas da proteína spike SARS-CoV-2 que são mais estáveis ​​e imunogênicas do que a proteína natural. Uma desvantagem atual dessas formulações é que seu armazenamento de longo prazo requer baixas temperaturas, colocando obstáculos logísticos para sua distribuição e administração potencial, em particular para regiões do sul global.

No entanto, essas vacinas são uma grande conquista para a medicina molecular e a biotecnologia. Elas também representam um grande marco para a nanomedicina, que tem lutado para obter reconhecimento popular até agora, devido aos desafios de interpretação. Elas são um sucesso para todos os cientistas que trabalharam para otimizar nanoformulações para o empacotamento eficiente e entrega segura de  material genético, resumem algumas das ideias por trás do conceito de entrega de drogas e os  princípios fundamentais da nanomedicina - que são materiais biocompatíveis de engenharia, graças ao seu tamanho nanométrico e características físico-químicas, podem proteger as cargas de drogas  da degradação e oferecer controle sobre sua biodistribuição.

Abordagens de nanomedicina, especialmente para terapias de câncer, muitas vezes levaram a resultados desanimadores quando traduzidas da área pré-clínica para a clínica devido à natureza complexa e ainda
 mal compreendida das interações nano-bio. As últimas evidências sugerem que em áreas como o desenvolvimento de vacinas, as chances de uma abordagem baseada na nanomedicina são mais favoráveis. Além disso, essas estratégias são escalonáveis ​​e versáteis, uma vez que o mRNA pode ser projetado usando técnicas de laboratório padrão. Isso significa que elas podem ser facilmente e rapidamente adaptadas para produzir novas vacinas contra epidemias futuras.

BNT162b2 e mRNA-1273 não seriam as primeiras nanoformulações a serem aprovadas para uso humano . Se bem-sucedidos, no entanto, ajudariam a mitigar uma crise de saúde global de dimensões sem precedentes na história moderna, demonstrando uma aplicação impactante da nanomedicina em escala global e aumentando a conscientização sobre seus benefícios potenciais para o público mais amplo.

Referências: 

Nanomedicine and the COVID-19 vaccines. Nat. Nanotechnol. 15, 963 (2020). https://doi.org/10.1038/s41565-020-00820-0

sábado, 24 de outubro de 2020

Equipe coordenada pelo professor Edward Montenegro vence o desafio de satelites na SNCT 2020 - MCTI

Estudantes do Programa Cidade Olímpica Educacional sobem ao 1° lugar do pódio no desafio de Satélites artificiais do MCTI na categoria Ensino Fundamenal II .

Os alunos do COE trouxeram para Teresina uma premiação inédita e relevante do ponto de vista científico e social.


A equipe Cidade Olímpica Educacional liderada pelo professor Edwar Dávila Montenegro que é membro fundador da Graviton Scientific Society, voou alto e conquistou o primeiro lugar geral na modalidade Satélites e Inteligência Artificial – categoria Ensino Fundamental II. O feito se deu durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, evento que aconteceu entre os dias 19 e 23 deste mês e contou com a participação de 114 equipes de todo o Brasil, inscritas nas modalidades: satélites artificiais, Arte Espacial e Aplicação de Satelites.

A equipe liderada pelo professor Edwar, desenvolveu um projeto que propõe o uso de CubeSat’s e uma Inteligência Artificial para gerenciar e processar a base de dados de observações dos satelites com o intuito de localizar queimadas e desmatamento ilegal ao longo do território brasileiro.


O projeto venceu o desafio proposto pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, galgando o primeiro lugar entre todas as equipes do Brasil.

“Esse resultado alcançado por nossa equipe, além de ser um feito inédito, é de suma importância para a Ciência em nossa cidade e no Brasil de modo geral, dada a relevância da temática abordada como também por inserir o segmento jovem de Ensino Fundamental nesse circuito da pesquisa científica” – Pontua Edwar Dávila.

E os resultados conseguidos por alunos de escolas da Prefeitura de Teresina não param por aí, na categoria Arte Espacial, com um Conto de ficção Científica, a equipe de Língua Portuguesa do Programa Cidade Olímpica Educacional, conquistou o 3º lugar. Orientados pelos professores José Orlando e Carlos André, os alunos responderam ao desafio de criar um conto narrando histórias sobre transformações climáticas na cidade e os efeitos dessas transformações.

As equipes participantes da competição destacam o apoio recebido dos professores e colegas durante a jornada – “Sou muito grata pelo apoio do professor Edwar, e estou muito feliz com o resultado”. – destacou Maria Eduarda, integrante da equipe vencedora do desafio.

Este evento faz parte do Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovações e da 17ª Semana Nacional da Ciência e Tecnologia (SNCT), organizada pelo MCTI, com a temática de satélites envolvendo mini-cursos, palestras e atividades relacionadas com divulgação e ensino de temas relacionados com a área de satélites educacionais e de baixo custo (CanSats, CubeSats e ArtSat).

Prof. Edward Montenegro - orientador da equipe ganhadora do desafio de satelites na SNCT do MCTI-2020

As esquipes ganhadoras foram anunciadas numa live no canal do MCTI no youtube na sexta-feira 23 de outubro de 2020.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Vida em Vênus? Cientistas procuram a verdade

Nesta semana na Nature  foi publicado um artigo que fala sobre  um repentino  crescimento de interesse pelo vizinho infernal da Terra após a detecção da fosfina, um marcador potencial de vida.

A descoberta surpresa de um gás que poderia ser um sinal de vida em Vênus reacendeu o interesse científico no vizinho mais próximo da Terra . Pesquisadores independentes e de agências espaciais de todo o mundo agora correm para virar seus instrumentos - tanto na Terra quanto no espaço - em direção ao planeta para confirmar a presença do gás, chamado fosfina, e investigar se ele realmente poderia vir de uma fonte biológica ou  de um processo natural, ainda desconhecido pela humanidade.

Antes de considerar seriamente essa possibilidade, os cientistas estão ansiosos para ter certeza de que a fosfina realmente está presente em Vênus. Nem todo mundo ainda está convencido com a observação da equipe. Isso ocorre em parte porque os pesquisadores identificaram apenas uma linha de absorção para a fosfina em seus dados, diz Matthew Pasek, cosmobiogeoquímico da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa. “Alguém precisa confirmar.” Os astrônomos agora esperam acompanhar a detecção usando outros telescópios na Terra.

BepiColombo está definido para passar Vênus em outubro, onde pode ajudar a confirmar os sinais potenciais de vida recentes ESA / ATG medialab.

“Agora que encontramos a fosfina, precisamos entender se é verdade que é um indicador de vida”, diz Leonardo Testi, astrônomo do Observatório Europeu do Sul em Garching, Alemanha. Vênus é o irmão gêmeo do mal da Terra - e as agências espaciais não podem mais resistir à sua atração.

Em 14 de setembro, os cientistas revelaram que encontraram fosfina na atmosfera de Vênus, cerca de 55 quilômetros acima da superfície 1 , usando o Atacama Large Millimeter / submillimeter Array no Chile e o James Clerk Maxwell Telescope no Havaí. Os dados de rádio mostraram que a luz estava sendo absorvida em comprimentos de onda milimétricos que correspondiam a uma concentração de fosfina de 20 partes por bilhão na atmosfera.

Astrobiólogos apontaram a fosfina - um composto tóxico de hidrogênio e fósforo - como uma possível assinatura para a vida em outros planetas 2 , e é produzida por alguns organismos na Terra. “A vida anaeróbica o produz com bastante felicidade”, diz Clara Sousa-Silva, astrofísica molecular do Massachusetts Institute of Technology em Cambridge e co-autora do estudo de detecção de fosfina. Mas o gás deve ser decomposto na atmosfera áspera e altamente ácida de Vênus. Isso levou a equipe de descoberta a concluir que deve haver algum mecanismo de reposição do gás, sugerindo uma produção biológica ou um processo químico desconhecido que os cientistas ainda não conseguem explicar. Os pesquisadores sugeriram provisoriamente 3 que na região da atmosfera onde a fosfina foi encontrada - longe das pressões esmagadoras e das temperaturas escaldantes da superfície do planeta - alguns micróbios transportados pelo ar poderiam sobreviver.

Antes de considerar seriamente essa possibilidade, os cientistas estão ansiosos para ter certeza de que a fosfina realmente está presente em Vênus. Nem todo mundo ainda está convencido com a observação da equipe. Isso ocorre em parte porque os pesquisadores identificaram apenas uma linha de absorção para a fosfina em seus dados, diz Matthew Pasek, cosmobiogeoquímico da Universidade do Sul da Flórida, em Tampa. “Alguém precisa confirmar.”

Os astrônomos agora esperam acompanhar a detecção usando outros telescópios na Terra. “Estamos propondo o uso de dois instrumentos”, diz o cientista planetário Jason Dittmann, do Massachusetts Institute of Technology, que planeja fazer observações com Sousa-Silva. Um dos instrumentos está no Infrared Telescope Facility da NASA no Havaí; o outro está no Stratospheric Observatory for Infrared Astronomy , um avião que carrega um telescópio.

As observações no infravermelho e em outras partes do espectro permitirão aos cientistas procurar outras linhas de absorção associadas à fosfina, fornecendo uma maneira de verificar sua presença. Eles também podem oferecer mais dados sobre onde a fosfina está localizada e como seus níveis variam ao longo de dias e semanas. A equipe de Dittmann esperava observar Vênus em julho de 2020, mas a pandemia de coronavírus atrasou seu telescópio. “Temos esperança de começar a obter dados em um futuro próximo”, diz ele.

Longe da Terra, outroViss planos estão em andamento. Três missões estão programadas para voar perto de Vênus nos próximos meses: a espaçonave BepiColombo , da Europa e do Japão , a caminho de Mercúrio, e a Orbiter Solar da Agência Espacial Europeia e a Sonda Solar Parker da NASA , ambas a caminho do sol.

As observações feitas por essas espaçonaves são vantajosas porque não seriam restringidas pela atmosfera da Terra. Mas os instrumentos das naves são projetados para olhar para outras coisas, como a superfície de Mercúrio ou o Sol, então não está claro se eles têm a sensibilidade certa para detectar fosfina na atmosfera venusiana.

Mais promissoras são provavelmente as missões ainda em desenvolvimento, que podem ser alteradas para apoiar a detecção de fosfina. A descoberta fortalece o caso de tais missões, diz Jörn Helbert, do Centro Aeroespacial Alemão, que é membro da equipe BepiColombo.

A Organização de Pesquisa Espacial Indiana (ISRO) tem um orbitador de Vênus chamado Shukrayaan-1, planejado para ser lançado em 2025. A ISRO não respondeu ao pedido da Nature para comentar sobre seus planos para Vênus. Mas Sanjay Limaye, um cientista planetário da Universidade de Wisconsin-Madison, diz que a ISRO tem tempo suficiente para reconsiderar seus instrumentos

Os Estados Unidos e a Europa também estão contemplando missões a Vênus que poderiam fornecer dados úteis sobre a habitabilidade potencial do planeta - ou mesmo pesquisar diretamente por sinais de vida

Fonte: Nature


segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Matemáticos confirmam a possibilidade de transferência de dados via ondas gravitacionais

 Os matemáticos RUDN analisaram as propriedades das ondas gravitacionais em um espaço métrico afim generalizado (uma construção algébrica operando nas noções de um vetor e um ponto) de forma semelhante às propriedades das ondas eletromagnéticas no espaço-tempo de Minkowski. Eles relatam a possibilidade de transmitir informações com o auxílio de ondas de não metricidade e transferi-las espacialmente sem distorções. A descoberta pode levar a um novo meio de transferência de dados no espaço, por exemplo, entre estações espaciais. Seus resultados são publicados no artigo Classical and Quantum Gravity .

Descobriu-se que existe a possibilidade de transmitir informações com o auxílio de ondas de não metricidade e transferi-las espacialmente sem distorções. Crédito: Allen Dressen.


As ondas gravitacionais são ondas de curvatura no espaço- tempo, que, de acordo com a Relatividade Geral, são completamente determinadas pelo próprio espaço-tempo. Atualmente, há razões para considerar o espaço-tempo como uma estrutura mais complexa com características geométricas adicionais, como torção e não metricidade. Nesse caso, geometricamente falando, o espaço-tempo passa de um espaço Riemanniano previsto pela Relatividade Geral (GR) para um afim generalizado - o espaço métrico. As respectivas equações de campo gravitacional que generalizam as equações de Einstein mostram que a torção e a não metricidade também podem se espalhar na forma de ondas - em particular, ondas planas a uma grande distância de fontes de onda.

Para descrever as ondas gravitacionais , os pesquisadores RUDN usaram abstração matemática - um espaço afim, ou seja, um espaço vetorial usual, mas sem uma origem de coordenadas. Eles provaram que em tal representação matemática das ondas gravitacionais, existem funções que permanecem invariáveis ​​no processo de distribuição das ondas. É possível definir uma função arbitrária para codificar qualquer informação aproximadamente da mesma maneira que as ondas eletromagnéticas transferem um sinal de rádio.

Se os cientistas pudessem desenvolver um método para incorporar essas construções em uma fonte de onda, eles poderiam chegar a qualquer ponto do espaço sem mudanças. Assim, ondas gravitacionais podem ser usadas para transferência de dados. O estudo consistiu em três etapas. Primeiro, os matemáticos RUDN calcularam a derivada de Lie - uma função que liga as propriedades dos corpos em dois espaços diferentes: um espaço afim e um espaço de Minkowski. Permitiu-lhes passar da descrição das ondas no espaço real para a sua interpretação matemática.

Na segunda etapa, os pesquisadores determinaram cinco funções arbitrárias do tempo, ou seja, as construções que não se alteram no processo de distribuição de uma onda. Com a ajuda deles, as características de uma onda podem ser definidas em uma fonte, codificando assim qualquer informação. Em outro ponto do espaço, essas informações podem ser decodificadas, proporcionando a possibilidade de transferência de informações. Na terceira etapa, os pesquisadores comprovaram o teorema da estrutura da não metricidade plana nas ondas gravitacionais. Descobriu-se que a partir de quatro dimensões de uma onda (três espaciais e uma dimensão de tempo), três podem ser usadas para codificar um sinal informativo usando apenas uma função, e na quarta dimensão com o uso de duas funções.

"Descobrimos que as ondas de não metricidade são capazes de transmitir dados de forma semelhante às ondas de curvatura recentemente descobertas, porque sua descrição contém funções arbitrárias de tempo atrasado que podem ser codificadas na fonte de tais ondas (em uma analogia perfeita com as ondas eletromagnéticas)", diz Nina V. Markova, coautora da obra, candidata a ciências físicas e matemáticas, professora assistente do CM Nikolsky Mathematical Institute e funcionária da RUDN.

Fonte: https://phys.org/

terça-feira, 23 de julho de 2019

Mensagens enviadas às estrelas


Nossa historia nos narra como foram muitas vezes desastrosos os encontros entre duas civilizações. Mas, na  atualidade temos medo de encontrarmos no universo uma civilização mais avançada que a nossa, a qual descubra nossa existência e por motivos desconhecidos decida nos extinguir do universo. Felizmente existem algumas pessoas que se aventuram a anunciar nossa existência para possíveis civilizações extraterrestres, aqui alguns mensagens enviadas para nossos irmãos alienígenas.

A mensagem acima foi ttransmitido da Terra em direção ao aglomerado globular de estrelas M13, em 1974. Durante a inauguração do Observatório de Arecibo, ainda o maior rádio telescópio em operação da Terra. Fonte: setiathome.ssl.berkeley.edu/

1974: Foi a primeira tentativa de mandar uma mensagem para civilizações alienígenas. Ela foi transmitida do rádio-telescópio de Arecibo, em Porto Rico, e teve como alvo um aglomerado de estrelas localizado na constelação de Hércules, onde deve chegar no ano 26.974. Foi uma mensagem pequena, de só 1679 bits, que quando colocados em ordem mostram algumas figuras sobre a vida aqui na Terra.

1986: Joe Davis era um pesquisador do Instituto de Tecnologia da Massachusetts metido a artista. Na década de 80, ele estava encucado com o fato de nunca termos enviado uma imagem de nossos genitais para os aliens. Então resolveu mandar o som de contrações vaginais para os sistemas vizinhos.

1999: Os cientistas Yvan Dutil e Stéphane Dumas usaram fórmulas matemáticas para desenvolver uma pretensa língua universal, que apelidaram de Pedra de Roseta Interestelar. Eles usaram um rádio na Ucrânia para transmitir pequenas mensagens nesta linguagem aos nossos vizinhos.

2001: Alexander Zaitsev era um engenheiro da Academia Russa de Ciências e que já havia trabalhado na transmissão anterior. Em 2001, ele juntou um grupo de adolescentes e juntos planejaram uma nova mensagem: um concerto de música eletrônica. O bate-estaca deve chegar aos local de destino em 2047.

2003: Quatro anos depois, foi enviada uma nova mensagem usando a Pedra de Roseta internacional. Desta vez os cientistas incluíram conteúdos multimídia, como fotos.

2005: O website de anúncios Craigslist foi a primeira página de internet a ser enviada para o espaço. Como a mensagem foi ttransmitido randomicamente para o espaço, não se sabe se atingirá algum planeta.

2008: A música Across the Universe, dos Beatles, foi enviada pela NASA para comemorar os 50 anos da companhia. Os possíveis alienígenas da estrela Polaris devem sentir os efeitos da Beatlemania só em 2439.

2008: Alexander Zaitsey, aquele que já tinha transmitido a música eletrônica, organizou uma competição no site Bebo, na qual escolheu 501 mensagens de seus internautas e as enviou para o planeta Gliese 581c, que é tão parecido com a Terra que pode ter água em estado líquido – e vida.

2008: Durante 6 horas, um radar na Antártida transmitiu um comercial interplanetário dos salgadinhos Doritos. Parece que as companhias gostaram da publicidade e no mesmo ano o filme “O Dia em que a Terra Parou” também entrou na onda do marketing universal.

2009: A revista Cosmos organizou mensagens “alto-astral”, numa lista chamada “Um Olá da Terra”. Foi enviada para o planeta Gliese 581d, um dos que tem maior possibilidade de abrigar vida. Ela deve chegar em 2029.

2009: Vinte e cinco anos depois de transmitir as contrações vaginais, o artista Joe Davis voltou à ativa. Mais comportado, mandou para fora o código genético da enzima RuBisCo, responsável pela fotossíntese nas plantas. É a proteína mais abundante na Terra, sendo representativa da vida aqui. 




Modelo climático global do Gliese 581d. Tons vermelho/azul indicam temperaturas quentes/frias, enquanto as setas indicam velocidades do vento a 2km de altitude. [Imagem: LMD/CNRS].

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Espaçonave indiana já está a caminho da Lua

Na Foto podemos ver o Rover Pragyan saindo numa rampa acoplada ao modulo de posso vikram. Fonte: ISRO
A Agência Espacial Indiana (Indian Space Research Organisation - ISRO)  lançou com sucesso a espaçonave Chandrayaan-2, nesta segunda-feira 22 de julho de 2019, numa órbita planejada com um perigeu (ponto mais próximo à Terra) de 169,7 km e um apogeu (ponto mais distante Terra) de 45.475 km. O lançamento ocorreu a partir da segunda plataforma de lançamento do Centro Espacial Satish Dhawan - SHAR, Sriharikota.

Após a injeção da espaçonave Chandrayaan-2, uma série de manobras será realizada usando um sistema de propulsão a bordo para ampliar sua órbita e colocá-la na Trajetória de Transferência Lunar.

Vista do veículo GSLV MkIII-M1 na segunda plataforma de lançamento do centro espacial SHAR, Sriharikota. Fonte: ISRO

Ao entrar na esfera de influência gravitacional da Lua, os propulsores a bordo reduziram a velocidade da espaçonave para ser “capturada” pelo campo gravitacional da Lua. Posteriormente, a órbita do Chandrayaan-2 ao redor da Lua será circularizada para uma órbita de 100x100 km através de uma série de manobras orbitais.

No dia do pouso, o Lander - Vikram (Modulo de pouso) se separará do Orbitador e, em seguida, realizará uma série de manobras complexas, incluindo frenagens bruscas e freios suaves. Antes do pouso, será feito um mapeamento da região do local de alunissagem para encontrar zonas seguras e livres de perigo. Vikram tentará fazer um pouso suave em uma planície entre duas crateras - Manzinus C e Simpelius N - a uma latitude de cerca de 70 ° Sul no dia 7 de setembro de 2019.

Uma multidão se reuniu nas proximidades, para acompanhar o lançamento da Sonda Chandrayaan-2. Creditos: ISRO

Posteriormente, o Rover (Pragyan) sairá da módulo de pouso e realizará experimentos na superfície Lunar por um período de 1 dia lunar que é igual a 14 dias terrestres. A vida da missão de Vikram também é de 1 dia lunar. O Orbitador continuará sua missão por um período de um ano.

Fonte: ISRO